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Astronautas iniciam retorno à Terra após missão ser interrompida pela NASA por ‘preocupação médica’

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Cápsula Dragon da SpaceX se desliga da ISS para retorno antecipado da Crew-11 (Foto: Instagram)

A equipe da missão Crew-11, a bordo de uma cápsula SpaceX Dragon, iniciou o processo de desengate da Estação Espacial Internacional (ISS) na quarta-feira, 14 de janeiro, às 17h20 (horário de Brasília). A operação marca o início de um retorno antecipado, definido após a NASA identificar “uma preocupação médica” envolvendo um dos quatro tripulantes. Em transmissões ao vivo, o órgão espacial deixou claro que a decisão visa preservar a segurança e a saúde da equipe, seguindo protocolos rigorosos de atendimento a emergências médicas em órbita.

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O momento em que a cápsula se afastou da ISS foi confirmado poucos minutos após o comando de separação, acompanhado por uma transmissão ao vivo pela NASA. A nave segue agora em trajetória de reentrada controlada na atmosfera terrestre, rumo ao ponto de amerrissagem no oceano Pacífico, ao largo da costa de San Diego, programado para ocorrer na madrugada de quinta-feira, 15 de janeiro, por volta de 2h41 (horário de Brasília). Esse procedimento de “splashdown” é tradicional para as espaçonaves Dragon, que se refrescam ao atravessar as camadas de gases e água do mar.

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A NASA havia noticiado em 8 de janeiro que traria a tripulação de volta “mais cedo do que o previsto”, citando apenas “preocupação médica” de um dos astronautas. Conforme relatado pelo The Washington Post, trata-se da primeira vez na história da Estação Espacial Internacional que uma missão de longa duração é reduzida antes do tempo. Desde o primeiro módulo lançado em 1998, todas as seis agências parceiras — NASA (EUA), Roscosmos (Rússia), JAXA (Japão), ESA (Europa), CSA (Canadá) e outros — mantêm protocolos para manter a segurança orbital, mas nunca precisaram interromper uma estadia dessa forma.

Os quatro membros da Crew-11 passavam por experimentos científicos que abrangem desde pesquisas em microgravidade até estudos biológicos, trabalho típico em missões de seis meses a bordo da ISS. Até o desengate, haviam permanecido 165 dias em órbita, totalizando 167 dias de voo espacial. Originalmente, a previsão era de retorno apenas na segunda metade de fevereiro, o que reforça o caráter extraordinário da decisão de antecipar o fim das atividades.

O grupo inclui os astronautas norte-americanos Zena Cardman e Mike Fincke, o japonês Kimiya Yui, da JAXA, e o cosmonauta russo Oleg Platonov, da Roscosmos. Até o momento, a NASA não divulgou o nome nem o tipo de quadro clínico apresentado pelo tripulante afetado. A ausência de detalhes faz parte do procedimento de privacidade médica adotado pela agência, que oferece atendimento remoto e imediato por telemedicina e, quando necessário, desvio de rota para pouso de emergência.

Nos minutos que antecederam o desengate, a transmissão ao vivo informou que a condição de saúde do astronauta estava estável e não representava risco imediato. Em coletiva realizada em 8 de janeiro, o Dr. James Polk, médico-chefe da NASA, explicou que a decisão de “errar pelo lado da cautela” foi tomada “no melhor interesse do tripulante”. Ele também enfatizou que o episódio não se relaciona a falhas no equipamento ou ambiente espacial, mas a uma situação clínica que se manifestou durante a estadia.

Na mesma ocasião, o administrador da NASA, Jared Isaacman, reforçou: “A saúde e o bem-estar de nossos astronautas sempre serão nossa prioridade máxima.” A declaração ressalta o compromisso da agência em manter os padrões de segurança nas operações de voo tripulado, considerando que cada missão envolve riscos inerentes à exposição prolongada ao ambiente de microgravidade e radiação espacial.

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