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O papagaio mais pesado do mundo deve ter temporada de acasalamento bem-sucedida após safra recorde de frutas

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Frutificação recorde de taumata impulsiona temporada de acasalamento do kākāpō (Foto: Instagram)

Conservacionistas da Nova Zelândia mostram um otimismo sem precedentes para a próxima temporada de acasalamento do kākāpō, espécie de papagaio noturno e incapaz de voar que pesa até 3,6 kg, tornando-se a ave mais pesada do mundo. A expectativa positiva está diretamente ligada a uma abundância incomum de frutas nativas que servem de alimento e fontes vitais de cálcio e vitamina D para a ave.

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Recentemente, o Departamento de Conservação da Nova Zelândia (DOC) comunicou o início oficial da estação reprodutiva do kākāpō. Essa espécie com longa expectativa de vida — pode chegar a 89 anos — aproveita eventos naturais de frutificação massiva do taumata (rimu) para acasalar, já que só se reproduz quando esse fruto aparece em grande quantidade nos galhos mais altos das árvores, alcançando até 30 metros de altura.

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A última frutificação expressiva ocorreu em 2022, e dados reportados pelo Washington Post e pelo The Guardian mostram que, após quatro anos sem reprodução, confirmou-se uma safra de bagas especialmente farta neste verão austral. “Estamos diante da maior temporada de acasalamento desde o lançamento do programa há 30 anos”, afirmou Deidre Vercoe, gerente operacional da recuperação do kākāpō no DOC.

Segundo o biólogo Andrew Digby, também do DOC, a oferta de frutos está tão abundante que se estimam mais de 50 filhotes a eclodir em fevereiro, número recorde para a espécie. A notícia é animadora, pois o kākāpō tem uma média de apenas um filhote por estação, exigindo monitoramento e manejo intensivos.

O declínio populacional do kākāpō teve início com a colonização humana e a introdução de predadores como gatos e ratos. Nos anos 1970, quase não se encontrava nenhum exemplar em estado selvagem. Somente na década de 1980, ao descobrir-se uma grande colônia na ilha de Rakiura, o DOC transferiu as aves para três ilhas santuário livres de espécies invasoras, garantindo assim sua reprodução em segurança.

Conhecido pelo comportamento peculiar, o kākāpō chegou a inspirar o emoji “papagaio festeiro” depois que um macho batizado de Sirocco tentou acasalar na cabeça de um documentarista da BBC em 2009. “Tecnicamente é uma ave, mas, na prática, parece a versão emplumada de um texugo”, comparou Digby.

Com o sucesso reprodutivo esperado, surge um novo desafio: falta espaço em áreas protegidas para abrigar todas as aves. “Como vamos continuar aumentando a população e, ao mesmo tempo, encontrar novos habitats seguros?”, questionou Vercoe. O objetivo a longo prazo é desenvolver populações auto-sustentáveis sem dependência permanente de manejo humano, devolvendo o kākāpō a ambientes de onde ele desapareceu.

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