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Mais de 100 Pessoas Mortas por Chuvas Torrenciais e Inundações, 36 Casas “Apagadas da Face da Terra”

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Prédio inundado após chuvas torrenciais na África Austral (Foto: Instagram)

Mais de 100 pessoas perderam a vida em decorrência de chuvas torrenciais e enchentes que atingem duramente três países da África Austral: Moçambique, África do Sul e Zimbábue. Segundo o Instituto de Gestão de Desastres e Redução de Riscos de Moçambique e informações da Associated Press, mais de 200 mil pessoas já foram afetadas, com milhares obrigados a deixar suas casas em meio a deslizamentos, estradas bloqueadas e pontes destruídas.

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Em Moçambique, o impacto tem sido dramático: mais de 100 vítimas fatais desde o final de 2025 e dezenas de milhares de deslocados. O país, frequentemente vulnerável a ciclones tropicais e tempestades sazonais, enfrenta agora o pior episódio de chuvas em anos. A população camponesa, principalmente em áreas baixas e ribeirinhas, tem perdido plantações e estoques de alimentos, dificultando o acesso a serviços básicos. As ações de emergência envolvem alertas comunitários, abrigos provisórios e distribuição de mantimentos, mas a extensão do estrago exige reforço internacional e apoio de organizações humanitárias.

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Na África do Sul, o número de mortos ultrapassa 30, e o governo mobilizou tropas do Exército para resgates aéreos. O presidente Cyril Ramaphosa, em visita a uma das regiões mais atingidas em 15 de janeiro, afirmou que a área registrou mais de 380 milímetros de chuva em apenas uma semana — suficiente para “apagar 36 casas da face da Terra”. Além das perdas humanas, cerca de 600 turistas e funcionários foram retirados de helicóptero do Parque Nacional Kruger, ícone do ecoturismo africano. A Defesa Civil sul-africana alerta para o risco de colapso de barragens e desabamentos de encostas.

No Zimbábue, as fortes precipitações já deixaram pelo menos 70 mortos desde o início do ano. Mais de 1.000 residências foram soterradas ou levadas pelas correntes, enquanto estradas, pontes e escolas foram irreversivelmente danificadas, segundo o Civil Protection Unit. Embora a região seja afetada regularmente por chuvas de monções durante o verão austral, o volume excepcional desta temporada superou todos os registros recentes, comprometendo serviços de saúde e interrompendo linhas de comunicação.

O fenômeno meteorológico é atribuído a um sistema de baixa pressão que se desloca muito lentamente sobre a região, repetidamente captando vapor d’água do Oceano Índico e provocando aguaceiros intensos. Sistemas de baixa pressão, comuns em zonas tropicais, podem gerar ciclones quando se intensificam, mas, mesmo sem evoluir para tempestades tropicais, já resultam em volumes de chuva que ultrapassam a capacidade de escoamento natural dos rios, causando enchentes repentinas.

Historicamente, a África Austral convive com riscos de inundação ampliados por mudanças climáticas, que têm aumentado a frequência e intensidade das tempestades. Medidas de prevenção incluem monitoramento meteorológico avançado, obras de contenção, reflorestamento de encostas e planos de evacuação coordenados. Especialistas alertam que é imprescindível investir em infraestrutura resiliente e educação comunitária para reduzir futuras tragédias.

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