
Irmãos desaparecidos: Lilly e Jack Sullivan, procurados desde 2 de maio na Nova Escócia (Foto: Instagram)
A polícia canadense ainda investiga o desaparecimento dos irmãos Lilly Sullivan, de 6 anos, e Jack Sullivan, de 4 anos, dados como ausentes desde a manhã de 2 de maio, em uma propriedade rural na Nova Escócia, Canadá. Na época, as crianças moravam com a mãe, Malehya Brooks-Murray, o padrasto, Daniel Martell, e uma irmã mais nova.
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Desde então, forças policiais do Royal Canadian Mounted Police (RCMP) conduziram buscas intensivas: varredura em grade na área florestal ao redor da casa, emprego de cães farejadores especializados em detectar vestígios de restos humanos e até exames de polígrafo com pessoas próximas ao caso. Essas técnicas forenses e operacionais são padrão em investigações de desaparecimento de crianças.
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Documentos judiciais obtidos pela imprensa local revelam que investigadores realizaram 75 entrevistas e solicitaram pelo menos 12 mandados de busca. Foram também analisadas mais de 1.000 denúncias recebidas pela central de comunicados e revisadas cerca de 8.000 gravações de câmeras de segurança em regiões vizinhas. Todo esse levantamento visa reunir qualquer indício que ajude a localizar Lilly e Jack.
Os depoimentos, segundo o CBC (Canadian Broadcasting Corporation), trazem informações sobre a convivência familiar. Brooks-Murray relatou ter sido bloqueada em portas e imobilizada pelo companheiro, às vezes com empurrões, e disse que Martell chegou a ficar com o celular dela para impedir que ela ligasse para familiares. Por sua vez, Martell afirmou que o relacionamento era “bom”, mas que tinham discutido por questões financeiras. Ele negou violência física recorrente.
O sargento Rob McCamon, porta-voz do RCMP, afirmou que todas as circunstâncias conjugadas no convívio familiar são consideradas no inquérito, mas não confirmou qualquer suspeito formal. “Não direi que alguém seja considerado suspeito neste momento”, afirmou, ao explicar que a conclusão sobre possíveis envolvidos será definida conforme novas provas forem reunidas.
Outra linha de apuração envolveu o pai biológico, Cody Sullivan, que, apesar de ter histórico de pagamento de pensão, ficou sem contribuir após perder o emprego meses antes do desaparecimento. Testemunhas indicam que ele não via os filhos há alguns anos, mas mantinha contato financeiro até aquele momento.
Ainda em documentos oficiais, consta que o caso ainda não foi classificado como crime, mas pode evoluir para investigação criminal caso apareçam indícios de conduta ilícita. Até lá, a polícia continua a considerar múltiplos cenários, incluindo o de fuga acidental e o de eventual participação de terceiros.
Entre as mobilizações de apoio, existe a página “Find Lilly and Jack Sullivan” no Facebook, mantida por voluntários e familiares, que divulga apelos e incentiva compartilhamentos. O governo da Nova Escócia oferece recompensa de até R$600.000 para quem fornecer informações que levem ao paradeiro das crianças desaparecidas.

