
Giza, a pantera negra, observa atenta seu território na Laikipia Wildlife Conservancy. (Foto: Instagram)
O fotógrafo britânico Andy Rouse realizou recentemente um de seus maiores desejos ao registrar Giza, uma rara pantera negra que impressiona pela pelagem escura e pela postura maternal. Giza, que vive livre na natureza, destacou-se após as imagens divulgadas online por trazer à tona detalhes pouco vistos desse felino incomum, cuja idade já ultrapassa sete anos. Desde o momento em que avistou o animal, Andy Rouse sentiu-se profundamente marcado por sua beleza singular e determinação materna.
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Andy Rouse já foi finalista nove vezes no Wildlife Photographer of the Year Awards, segundo seu site oficial, e não escondia a ansiedade de um dia fotografar Giza em seu habitat natural. O britânico viaja pelos sete continentes em busca de espécies extraordinárias e, ao saber da existência de uma pantera negra na África Oriental, incluiu o encontro em seu projeto pessoal sobre leopardos. A confirmação veio durante uma expedição na Laikipia Wildlife Conservancy, no Quênia, onde Giza e seus filhotes foram avistados.
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Ao contrário dos leopardos comuns, que exibem pelagem amarelada com manchas negras contrastantes, Giza possui o que se chama de melanismo. Esse fenômeno genético resulta no acúmulo de pigmento escuro que torna o pelo da pantera visualmente uniforme, embora suas rosetas continuem perceptíveis sob condições de iluminação adequadas. Os melanísticos, conhecidos popularmente como black panthers, são extremamente raros e despertam grande interesse de biólogos e entusiastas da vida selvagem.
Além de colecionar prêmios, Andy Rouse fundou o WildBunch Club, grupo de apoio à conservação, e conduz expedições para fotógrafos amadores e profissionais. Foi durante uma dessas viagens guiadas na Laikipia Wildlife Conservancy que ele encontrou Giza em companhia de dois filhotes de coloração típica. “Ela é muito famosa por ser ousada e bela”, disse Rouse sobre Giza, elogiando também o sucesso dela como caçadora e protetora.
Embora jaguares e leopardos façam parte do mesmo gênero Panthera, a forma mais simples de diferenciá-los é pela distribuição geográfica: jaguares habitam a América Latina, enquanto os leopardos têm ocorrência natural na África, na Ásia, no Oriente Médio e em algumas regiões da Rússia. Black panthers, termicamente melanísticas, podem se confundir com jaguares escuros, mas seu padrão de rosetas finas e formato corporal indicam tratar-se de leopardos.
Giza faz parte de um seleto grupo de leopardos negros confirmados na África, tornando-se símbolo de resistência e raridade entre seus semelhantes. Seu avistamento reforça a importância de conservar áreas protegidas como a Laikipia Wildlife Conservancy. “Ela me tirou o fôlego na primeira vez que a vi — provavelmente a felina mais linda que já fotografei em toda a minha carreira”, concluiu Andy Rouse sobre essa experiência inesquecível.

