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Incêndio no Gul Plaza em Karachi deixa pelo menos 50 mortos e dezenas desaparecidas

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Equipes de resgate diante do Gul Plaza Mall em ruínas após o incêndio em Karachi (Foto: Instagram)

No Gul Plaza, em Karachi, um incêndio de grandes proporções deixou pelo menos 50 pessoas carbonizadas e provocou apreensão entre os sobreviventes e parentes das vítimas. Haroon, um dos moradores da cidade, relatou que seu irmão ligou do interior do mercado implorando socorro.

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Na noite de sábado, 17 de janeiro, o fogo iniciou-se em uma das lojas do Gul Plaza, complexo de mais de 1.200 estabelecimentos na maior cidade do Paquistão. Dias depois, o número de mortes foi confirmado em pelo menos 50 enquanto Brigadas de Resgate seguem removendo entulho em busca de corpos, segundo Reuters e a Deutsche Welle. Muhammad Qaiser também contou à BBC que sua esposa, irmã e nora não deram notícias desde as 20h do mesmo dia, quando as chamas foram percebidas.

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Autoridades estimam que 84 pessoas seguem desaparecidas após o desastre. A dificuldade de controle das chamas tornou impossível conter o incêndio nas primeiras 24 horas, gerando colunas de fumaça e calor intensos. Hassanul Haseeb, porta-voz do Pakistan Emergency Services Department (Rescue 122), descreveu ao Reuters que, ao chegarem ao local, as labaredas já haviam avançado do térreo a todos os pavimentos superiores.

Uma das primeiras hipóteses sobre a origem do incêndio foi apresentada por Sindh Inspector General Javed Alam Odho. Em coletiva citada pelo jornal Dawn, Odho afirmou que um curto-circuito em uma das barracas pode ter provocado o fogo inicialmente. Até o momento, o governo paquistanês ainda não divulgou conclusão oficial, e investigações permanecem em curso.

Enquanto velórios e enterros se multiplicam, moradores de Karachi realizam protestos por melhores condições de segurança. Testemunhas relataram à BBC a falta de saídas de emergência funcionais e corredores estreitos dificultando a fuga. A Deutsche Welle noticiou que empresários e urbanistas acusam a administração municipal de negligência histórica. O jornal The New York Times destacou que o primeiro-ministro provincial Murad Ali Shah, chefe da Sindh Province, abriu inquérito especial para apurar responsabilidades.

“No momento em que chegamos, avisavam que as escadas estavam trancadas e não havia escadas auxiliares adequadas”, criticou Mujtaba Ali em entrevista ao The New York Times. “Se os caminhões de combate a incêndio tivessem chegado com escadas suficientes desde o início, talvez pudéssemos evitar tantas tragédias.”

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