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Andy Beyer dormiu na cama de beliche do filho por meses após a morte da esposa e da filha em acidente aéreo (Exclusivo)

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Foto de arquivo reúne Andy Beyer, Justyna, Brielle e Kallen antes da tragédia (Foto: Instagram)

Andy Beyer organizou no último fim de semana a festa de 13 anos que Brielle, sua filha caçula, nunca teve a chance de celebrar. Brielle foi uma das 67 vítimas do trágico choque entre o voo 5342 da American Airlines e um helicóptero Black Hawk do Exército dos EUA, ocorrido em 18 de janeiro do ano passado. Na casa da família, em Virgínia, cerca de 30 amigos se reuniram no quarto lilás da menina, lembraram-se dela e, antes de apagar as velas de seu bolo preferido — um bolo mármore com cobertura de chantilly —, silenciaram durante 15 segundos em sua homenagem.
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Nos primeiros três meses após o acidente, Andy Beyer, de 45 anos, não conseguia dormir sozinho no quarto principal. Inspirado no costume de sua falecida esposa Justyna de dar um abraço noturno na filha do topo do beliche, ele passou a ocupar o espaço inferior do mesmo móvel para acompanhar o filho Kallen, hoje com 7 anos. “Foi difícil levantar da cama”, recorda, emocionado. Durante esse período, ele viveu em modo de sobrevivência, cercado de amigos em casa, e demorou um mês para organizar o funeral das duas pessoas mais importantes de sua vida.
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O impacto do luto se estende à rotina escolar de Kallen, que enfrenta dificuldade para se concentrar e lidar com emoções intensas. “Dizem que criança é resiliente, mas isso só acontece com muito apoio e dor”, avalia Beyer. Todas as noites, após ler histórias, pai e filho assistem juntos a vídeos e fotos de Justyna, 41, e da jovem patinadora de 12 anos. Além disso, Andy mantém viva a memória das duas no Instagram, publicando diariamente registros da mãe e da irmã que perderam a vida no voo 5342 da American Airlines, em colisão com o U.S. Army Black Hawk.

Para marcar o primeiro aniversário da tragédia, Beyer e Kallen participaram de eventos em Washington, D.C., seguidos de um passeio de barco até o local exato do choque. Nos momentos de celebração — como festas de aniversário e conquistas escolares —, a alegria vem misturada com saudade. “Nada substitui a sensação de ter a família completa”, diz ele, lembrando que momentos como a manhã de Natal nunca mais serão iguais.

O choque no ar registrou um dos piores acidentes aéreos em região densamente povoada dos EUA nas últimas décadas. Estudos de aviação indicam que colisões entre aeronaves só ocorrem em casos extremos de falha humanitária ou de controle de tráfego, reforçando a tragédia sofrida pelas famílias. Em meio ao luto, Andy Beyer destaca a importância de buscar suporte psicológico: “Manter viva a lembrança de Justyna e Brielle é nosso modo de cura.”

Hoje, além de honrar o legado de amor e cuidado que Justyna dedicou aos filhos, Andy e Kallen seguem contando com o carinho de amigos e especialistas em saúde mental. “Perdemos duas pessoas incríveis, mas a vida mostra que é preciso continuar construindo memórias e cuidando um do outro”, conclui o pai, determinado a manter vivo o sonho familiar que começou a ser traçado no dia em que conheceu a esposa e que foi interrompido de forma tão brusca.

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