
Amizade e solidariedade após tragédia no Peru (Foto: Instagram)
Bryan Lieberman, de 41 anos, conta à PEOPLE como recebeu a notícia devastadora de que seu melhor amigo, James Fernandez, sofreu um grave acidente de bike durante uma viagem de férias no Peru, onde também morreu Yuri Botehlo, de 36 anos. Lieberman não estava no local, mas foi imediatamente convocado para ajudar as famílias das vítimas. Em pleno feriado de Ação de Graças, Fernandez e Botehlo pedalaram montanha abaixo quando foram atingidos por um raio. Enquanto Botehlo não resistiu ao impacto, Fernandez teve o pescoço quebrado e lesão na medula, ficando inconsciente até recuperar os sentidos horas depois.
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Fernandez, que trabalha como professor de ciências do ensino fundamental, relatou que viu um “flash” intensíssimo antes de perder a consciência. O guia local, Dani Peralta, 35, foi quem acionou o resgate. Segundo o boletim médico, James permaneceu em coma induzido em Cusco até ser estabilizado para transporte de volta aos EUA, num voo de evacuação médica que envolveu um alto custo logístico. Yuri Botehlo, casado com Kelsey Skoog, veio a óbito no local do acidente, e sua esposa teve de lidar com a perda e o cuidado do bebê de poucos meses.
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Assim que soube do ocorrido, Lieberman organizou esforços para apoiar as famílias de Fernandez e Botehlo. Ele criou uma vaquinha virtual para custear despesas médicas e transporte internacional, recebendo doações de amigos e desconhecidos comovidos. Em paralelo, mobilizou parentes para acompanhar, em tempo real, a recuperação de James. A esposa de Fernandez, Alexis, e a família de Botehlo mantiveram contato próximo, fornecendo dados médicos e vigilância 24 horas ao lado dos pacientes.
Lieberman explica que, num acidente por descarga elétrica, o corpo pode sofrer queimaduras internas, contusões musculares e fraturas ósseas devido ao choque térmico e à contração violenta dos músculos. “A lesão de medula em alta altitude pode agravar o quadro, pois a oxigenação já é menor. Felizmente, James está progredindo”, afirma. O professor já saiu da UTI em 22 de dezembro, foi transferido para um centro de reabilitação em Atlanta e já respira sem ventilador mecânico.
Apesar das sequelas, os médicos estimam que Fernandez recupere parte da mobilidade dos membros superiores, especialmente acima dos cotovelos. Ele seguirá em fisioterapia intensiva por meses. A respiração autônoma e a alimentação sólida, retomadas nas últimas semanas, são sinais promissores de sua evolução. “Cada pequeno avanço traz esperança, mesmo que ele necessite de cadeira de rodas para deslocamentos por enquanto”, diz Lieberman.
A família de Yuri Botehlo também recebeu amparo através de outro financiamento coletivo, arrecadando mais de R$ 500.000,00 para iniciar uma nova vida sem o provedor. O sentimento de solidariedade entre as duas famílias permanece forte: Alexis e Kelsey, amigas de longa data, se revezam no cuidado aos bebês e no apoio psicológico mútuo. “Ambas perderam alguém querido, mas encontram forças uma na outra”, conclui Lieberman.

