
Imagem ilustrativa da bactéria Listeria monocytogenes em vista microscópica (Foto: Instagram)
Um recém-nascido faleceu em decorrência de uma infecção por listeria, o que levou o New Mexico Department of Health a emitir um alerta para que gestantes e demais pessoas evitem o consumo de leites e derivados crus. A investigação, divulgada em comunicado oficial, lembra que a pasteurização é a principal barreira contra microrganismos que podem causar doenças graves em públicos mais vulneráveis.
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Embora o bebê e sua mãe não tenham sido identificados publicamente, as autoridades sanitárias do New Mexico Department of Health informaram que o provável vetor da infecção foi o leite cru ingerido pela gestante. No documento oficial, especialistas reforçam que, sem a etapa de aquecimento controlado, há maior chance de sobrevivência de bactérias nocivas.
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A listeriose é causada pela bactéria Listeria monocytogenes, capaz de contaminar diversos gêneros alimentícios. De acordo com o Mayo Clinic, essa espécie encontra ambientes favoráveis em solo, água e fezes de animais, contaminando vegetais crus, produtos lácteos não pasteurizados e itens processados, como queijos frescos e peixes defumados a frio.
Em recém-nascidos, os sinais de listeriose podem ser discretos, mas incluem diminuição do apetite para mamar, fraqueza, irritabilidade, episódios de vômito e dificuldade respiratória. Em adultos com sistema imunológico fragilizado, a bactéria pode invadir a corrente sanguínea e o sistema nervoso, desencadeando meningite e outras complicações potencialmente fatais.
Por estar presente em tantas fontes diferentes, o risco surge sempre que o alimento não recebe tratamento térmico adequado. A pasteurização consiste no aquecimento do leite a temperaturas entre 63 °C e 72 °C por tempo controlado, seguido de rápido resfriamento, processo que elimina a maior parte dos microrganismos patogênicos sem alterar sensivelmente as propriedades nutricionais.
Dr. Chad Smelser, epidemiologista estadual adjunto do New Mexico Department of Health, ressaltou que “gestantes devem consumir somente produtos lácteos pasteurizados para prevenir doenças e óbitos em recém-nascidos”. Ele reforçou que, mesmo quando a mãe apresenta sintomas leves, a Listeria pode provocar aborto espontâneo, natimorto, parto prematuro ou infectar fatalmente o bebê.
Jeff M. Witte, secretário de Agricultura do Novo México, acrescentou que “os produtores locais se esforçam para oferecer alimentos seguros e a pasteurização é parte fundamental desse processo”. Além de Listeria, o consumo de leite cru expõe ao risco de outros patógenos, como Brucella, Salmonella, Campylobacter, Cryptosporidium e E. coli, agentes que também podem causar surtos e complicações severas principalmente em crianças menores de cinco anos e idosos acima de 65 anos.

