
Nilak, o husky de Sara Bell, se recupera após overdose de cocaína (Foto: Instagram)
Na véspera de Natal, em uma cidade da Colúmbia Britânica, a dona de casa Sara Bell levou seu husky de dois anos, Nilak, para mais um passeio no parque. Durante o trajeto habitual, o cão encontrou um guardanapo no chão, engoliu-o por inteiro e, logo depois, passou a apresentar um comportamento incomum. Movimentos descoordenados, cabeça balançando e evidente dificuldade para manter o equilíbrio fizeram Bell perceber que algo grave ocorria com Nilak.
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Pouco antes de o casal retornar ao carro, Sara Bell notou que Nilak tentava se mexer, mas parecia zonzo. “Ele simplesmente engoliu o guardanapo inteiro”, contou Bell à CBC News. “Mesmo sabendo que Nilak já havia engolido objetos antes, achei que fosse algo simples de passar no estômago.” Entretanto, após dois terços do percurso, o husky começou a tremer e cambalear, um sinal claro de que o corpo reagia de forma atípica.
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Em vídeos compartilhados pela CBC News, Nilak aparece com a cabeça oscilando e pernas bambas, enquanto luta para se manter de pé. A observação inicial de Sara Bell considerou que poderia ser apenas mais um sintoma de um problema antigo: o husky tem diagnóstico de Portosystemic Shunt, uma malformação congênita que desvia o fluxo sanguíneo da passagem normal pelo fígado, comprometendo a eliminação de toxinas. Ainda assim, a queda de energia e o comportamento atípico alertaram a tutora a levá-lo imediatamente a uma clínica veterinária.
No hospital veterinário, exames revelaram que Nilak havia ingerido resíduos de cocaína, presente no guardanapo que pegara no chão. O diagnóstico de overdose gerou pânico em Sara Bell: “Eu chorei ao ouvir que talvez precisaríamos sacrificar Nilak. Mas o veterinário chegou e disse: ‘É cocaína.’ Eu respondi: ‘Como assim é cocaína?’”, relembrou Bell. O tratamento emergencial incluiu hidratação intensa, administração de fluidos intravenosos e monitoração contínua das funções vitais. Com o apoio de medicamentos como o naloxone — um antídoto usado para reverter efeitos de opioides e outras substâncias — e intervenções de suporte respiratório, Nilak reagiu e iniciou o processo de recuperação.
Aos poucos, o husky retornou ao comportamento normal, arrancando lágrimas de alívio de sua dona. “Fiquei em choque e com muito medo de perder meu companheiro”, desabafou Sara Bell. “Ver Nilak recuperado foi um alívio imenso, mas agora tenho receio de tirá-lo para passeio.” O caso reforça a importância de supervisão cuidadosa em passeios — áreas urbanas podem estar contaminadas por entorpecentes descartados de forma irresponsável.
Além do relato de Bell, a veterinária de pequenos animais Dr. Tracy Fisher comentou à CBC News que episódios semelhantes têm se tornado cada vez mais comuns na América do Norte. “Sempre que cães ingerem substâncias ilícitas, temos de agir rápido. Se chegam à clínica vivos, aumentam muito as chances de sucesso no tratamento, pois podemos administrar naloxone, apoiar a respiração e controlar convulsões”, explicou Dr. Tracy Fisher. A médica veterinária alerta os tutores a manter alimentos e objetos suspeitos fora do alcance dos pets e busca constante por sinais de intoxicação sempre que o animal apresente sinais incomuns.

