
Queda de aeronave militar na Bolívia deixa ao menos 15 mortos (Foto: Instagram)
Uma aeronave das Forças Armadas da Bolívia caiu nas proximidades de La Paz transportando cédulas de dinheiro em seu interior, e pelo menos 15 pessoas morreram no acidente. A ocorrência foi confirmada por autoridades locais e por representantes do aparato militar boliviano, que acionaram equipes de resgate para a área de difícil acesso. Agentes governamentais informaram que as vítimas incluem ocupantes da tripulação, mas ainda não revelaram seus nomes nem detalharam o tipo exato de documento de transporte adotado pela Forças Armadas da Bolívia.
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Segundo os relatos iniciais, o avião militar desenvolvia uma operação de logística interna, possivelmente relacionada à transferência de fundos para agências públicas na região andina. Fontes próximas à investigação afirmam que o objetivo do voo era distribuir cédulas de dinheiro entre diferentes unidades estaduais, mas o motivo pelo qual o aparelho despencou permanece sob apuração. Órgãos de controle financeiro do governo boliviano também abriram procedimento para verificar se houve violação de normas sobre transporte de valores.
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A utilização de aeronaves militares para circulação de recursos monetários é praticada em diversos países, e as Forças Armadas da Bolívia mantêm protocolos específicos de segurança durante esse tipo de missão. Em geral, o transporte é realizado em aviões de carga adaptados, em voos de baixa altitude para facilitar pousos em pistas militares. Especialistas em aviação ressaltam a necessidade de sistemas redundantes para monitoramento de carga e condições de voo, sobretudo em regiões montanhosas com variações climáticas bruscas.
A geografia ao redor de La Paz apresenta desafios adicionais para operações aéreas, devido à elevada altitude e às formações rochosas da Cordilheira dos Andes. A falta de infraestrutura aeroportuária civil em áreas remotas faz com que o uso de bases militares seja essencial para garantir o escoamento de itens emergenciais e de valores. Entretanto, fatores como ventos fortes, ar rarefeito e topografia acidentada demandam procedimentos de segurança reforçados em todos os estágios do voo.
Em resposta ao desastre, o governo da Bolívia anunciou a criação de uma comissão mista composta por representantes das Forças Armadas da Bolívia, da Defensoria Pública e de órgãos de auditoria financeira. O objetivo é esclarecer se houve falhas técnicas ou operacionais e assegurar a correta prestação de contas do montante transportado. Familiares das vítimas já receberam atendimento psicológico e acompanhamento oficial para tratar de questões de indenização e suporte pós-queda.


