
Trump ameaça ‘obliterar’ o Irã por bloqueio no Estreito de Ormuz (Foto: Instagram)
Em uma publicação recente em suas redes sociais, Trump afirmou que pretende “obliterar” o país persa diante do impasse que se intensifica no Estreito de Ormuz. O presidente utilizou um tom beligerante para criticar as ações do governo de Teerã, que, segundo ele, tem criado obstáculos ao tráfego de petroleiros e embarcações comerciais em uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta.
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A declaração de Trump ocorre em meio a um bloqueio temporário de navios no Estreito de Ormuz, canal pelo qual passam aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido globalmente. Segundo Trump, a retórica reflete uma estratégia de “pressão máxima” para forçar uma revisão do comportamento do país persa na região, cuja postura tem elevado o temor de uma crise energética mundial.
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O Estreito de Ormuz é um estreitamento do Golfo Pérsico que conecta o Golfo de Omã ao Golfo de Omã e ao Golfo Pérsico, separando o Irã de Omã e dos Emirados Árabes Unidos. Com cerca de 39 quilômetros de largura no seu ponto mais estreito, esse corredor marítimo acolhe diariamente dezenas de navios petroleiros, cargueiros de suprimentos e embarcações comerciais. Devido à configuração geográfica e à densidade de tráfego, qualquer impedimento prolongado pode provocar atrasos expressivos e oscilações nos preços do óleo bruto nos mercados internacionais.
Desde a Revolução Islâmica de 1979, as relações entre Estados Unidos e Irã foram marcadas por tensões e sanções. Na década de 2010, episódios de incursões navais, interferências em diplomatas e o rompimento do acordo nuclear em 2018 elevaram a hostilidade bilateral. A postura de Trump retoma um discurso característico de seu governo anterior, em que a retórica de confronto buscava isolar economicamente o país persa e inibir seu programa nuclear.
A escolha da palavra “obliterar” por Trump desperta preocupação entre analistas, que apontam o uso de termos extremos como fator de escalada militar. Caso o Estreito de Ormuz seja efetivamente fechado ou alvo de operações militares, o impacto sobre as cadeias de abastecimento seria imediato, levando a aumentos no custo de frete, prêmios de risco e, consequentemente, a um acréscimo substancial nas cotações internacionais do petróleo.
No âmbito jurídico internacional, a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é amparada pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. A eventual imposição de bloqueio ou o lançamento de ataques contra embarcações comerciais constituiria violação dos princípios que regem o trânsito inocente em águas internacionais. Organizações multilaterais acompanham de perto a escalada de ameaças, temendo uma paralisação que afete não apenas Estados Unidos e país persa, mas toda a economia global.


