
Foguete Artemis II parte de Cabo Canaveral rumo à Lua (Foto: Instagram)
Quase sessenta anos após a NASA marcar a história com o pouso na Lua, os Estados Unidos lançaram com sucesso a missão tripulada Artemis II. O foguete decolou de Cabo Canaveral às 18h35, horário local, em uma quarta-feira. Milhões de pessoas ao redor do mundo assistiram ao evento histórico que inclui três americanos e um canadense na primeira missão lunar tripulada em quase cinquenta anos.
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Poucas horas antes do lançamento, problemas técnicos quase interromperam a missão. Os engenheiros identificaram um problema de temperatura em uma bateria e uma falha no sistema de terminação de voo, que é um mecanismo de segurança projetado para destruir o foguete caso ele saia de curso ou represente uma ameaça. As falhas foram rapidamente solucionadas. Embora os detalhes técnicos do reparo não tenham sido divulgados, o controle da missão confirmou que a solução foi eficaz.
O comentador de lançamentos da NASA, Derrol Nail, detalhou a situação durante a contagem regressiva. “Foi um ajuste para liberar o alcance e trabalhar no sistema de terminação de voo. Isso não é mais um impedimento”, afirmou. Nail acrescentou que “são ótimas notícias. O alcance está livre e estamos continuando com a contagem regressiva”.
O papel da Artemis II na exploração espacial
A Artemis II representa o segundo voo e a primeira missão tripulada no programa da NASA que visa a exploração da Lua até Marte. O objetivo é estabelecer futuramente uma base lunar habitável permanente, que servirá como preparação para missões humanas ao planeta vermelho. A missão atual, com duração de dez dias, inclui um sobrevoo pela Lua sem pouso.
A tripulação é composta pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. Durante a viagem, eles devem quebrar recordes ao viajar mais longe do que qualquer outro ser humano já foi. A distância alcançará cerca de 407 mil quilômetros no espaço profundo, testando os limites da tecnologia atual de suporte à vida além da órbita terrestre baixa.
Um dos principais focos da Artemis II é testar sistemas cruciais da espaçonave e monitorar a saúde dos astronautas em missões de longa duração. Os cientistas pretendem estudar detalhadamente os efeitos da radiação e da microgravidade no corpo humano. Outro ponto crítico é verificar se a cápsula Orion pode suportar o calor extremo de 1650 graus Celsius durante a reentrada na atmosfera terrestre.
No sexto dia da missão, a cápsula Orion realizará uma manobra de estilingue ao redor da Lua, passando a uma distância entre 6,4 mil e 9,6 mil quilômetros da superfície lunar. Essa proximidade permitirá que os astronautas capturem imagens detalhadas do polo sul da Lua, local planejado para o próximo pouso humano, que a NASA planeja realizar a partir de 2028.


