A aeromoça Vesna Vulović sobreviveu a um acidente aéreo em 1972 após a explosão de um avião a cerca de 10 mil metros de altura. O caso, que ocorreu sobre uma região montanhosa da antiga Tchecoslováquia, deixou 28 mortos e teve apenas uma sobrevivente.
Vesna trabalhava a bordo de um DC-9 da companhia Yugoslav Airlines quando a aeronave se partiu no ar, no dia 26 de janeiro daquele ano. Segundo investigações, ela ficou presa a um carrinho de comida na parte traseira do avião, que caiu sobre uma área coberta por árvores e neve, o que teria reduzido o impacto.
A sobrevivente foi encontrada por um morador local após o acidente. Gravemente ferida, passou 10 dias em coma e sofreu múltiplas fraturas, incluindo no crânio, vértebras, pélvis, costelas e pernas.
Em entrevista ao The New York Times, ela relembrou o estado em que ficou após a queda: “Eu estava toda quebrada e os médicos juntaram meus pedaços de novo. Ninguém nunca imaginou que eu ia viver tanto”.
O acidente nunca teve uma conclusão definitiva. A principal hipótese inicial apontava para uma bomba colocada por nacionalistas croatas durante uma escala em Copenhague, mas não houve comprovação. Anos depois, jornalistas levantaram a possibilidade de o avião ter sido derrubado por engano por forças militares.
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A história levou Vesna ao Guinness World Records, que registrou sua queda como a maior sobrevivida sem paraquedas. Após a recuperação, ela voltou a trabalhar na companhia aérea, desta vez em solo.
Mesmo sem lembrar do acidente, ela relatou a repercussão de sua história. “As pessoas sempre queriam sentar perto de mim nos voos”, declarou.


