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Mistério da ciência: Mulher não sente dor, não tem ansiedade e cicatriza sem marcas

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A escocesa Jo Cameron se tornou objeto de estudo científico após pesquisadores identificarem duas mutações genéticas raras que fazem com que ela praticamente não sinta dor e tenha recuperação física mais rápida que o normal. O caso começou a ser investigado após uma cirurgia realizada em 2013.

Na ocasião, Cameron, então com 65 anos, foi operada por conta de artrite na mão e surpreendeu a equipe médica ao não relatar dor no pós-operatório: “Fui operada por conta de uma artrite na mão. Conversei com o anestesista e ele disse que a operação seria muito, muito dolorosa, e que eu sentiria muita dor depois dela”.

Antes do procedimento, ela já havia antecipado que não teria a reação esperada. “Eu disse: não vou sentir, eu não sinto dor”.

Após a cirurgia, os médicos constataram que a paciente não precisou de medicação para dor, o que levou à investigação científica. Estudos posteriores identificaram alterações no gene FAAH-OUT e no gene FAAH, relacionados à percepção da dor, humor e memória.

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Segundo o pesquisador Andrei Okorokov, as mutações também influenciam na recuperação do organismo: “As células dela podem ser curadas de 20 a 30% mais rápido, o que é incrível”.

Os cientistas explicam que essas alterações afetam a produção de uma enzima responsável por quebrar a anandamida, substância associada à sensação de bem-estar. Com níveis mais altos dessa molécula, Cameron apresenta não apenas baixa sensibilidade à dor, mas também menor propensão à ansiedade e à depressão.

Apesar disso, especialistas alertam que a ausência de dor pode representar riscos. De acordo com James Cox, a dor tem papel essencial na proteção do corpo. “Trabalhamos com outros pacientes que também não sentem dor por terem mutações em outros genes e, às vezes, eles sofrem lesões graves. Portanto, sentir dor é bom, mas às vezes a dor pode se tornar crônica e não ser mais útil”, afirmou.

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Cameron relata que, ao longo da vida, nunca percebeu a condição como algo fora do comum: “Tenho filhos, tenho um marido há muitos anos e eles apenas achavam que eu tinha uma tolerância enorme à dor”.

Ela também afirma que lida com emoções de forma diferente: “Eu sinto as mesmas emoções que qualquer outra pessoa quando coisas desagradáveis acontecem, eu reajo instantaneamente como qualquer outra pessoa faria. Mas, imediatamente, penso que deve haver soluções e começo a pensar em estratégias”.

Pesquisadores avaliam que o caso pode contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos. “A dor crônica é a condição de saúde mais prevalente do nosso tempo, e precisamos urgentemente de novos analgésicos. Compreendendo no nível molecular como o FAAH-OUT funciona, esperamos que novos e melhores medicamentos para alívio da dor possam ser desenvolvidos”.

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