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Adolescente Megan Blain luta contra dependência de bronzeamento artificial e riscos à saúde

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Dependência de bronzeado: confiança a qualquer custo (Foto: Instagram)

Aos 16 anos, Megan Blain entrou pela primeira vez em uma cabine de bronzeamento. Após anos de insatisfação com sua aparência, sair de lá com a pele mais bronzeada trouxe-lhe uma sensação que há muito tempo não experimentava: confiança.

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O que começou como uma maneira de se sentir melhor ao se olhar no espelho tornou-se um hábito constante. Gradualmente, o bronzeado deixou de ser uma escolha apenas estética e passou a ocupar um espaço significativo na vida da jovem de County Durham, Inglaterra. Aos 19 anos, Megan admite que ainda não consegue abandonar completamente o hábito, mesmo após perceber pintas que mudavam de forma em sua pele.

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Durante o período mais intenso, Megan usava câmaras de bronzeamento por até 30 minutos diariamente. Além disso, combinava as sessões com injeções e cremes para escurecer ainda mais a pele. O objetivo não era apenas manter a aparência dourada, mas sustentar a sensação de segurança que associava ao bronzeado.

“Câmaras de bronzeamento são minha única fonte de confiança agora. Faz parte da minha rotina, parece normal para mim”, explicou Megan.

Quando o bronzeado virou dependência

Segundo Megan, a busca pelo bronzeado começou a influenciar decisões importantes em sua vida. Ela recusou oportunidades de trabalho e até evitou ir ao próprio baile de formatura por não se sentir “escura o suficiente”.

“Chegou a um ponto em que eu não saía de casa se não me sentisse bronzeada o bastante”, relatou.

A jovem também afirmou que o hábito deixou de ser apenas sobre beleza. “Nem era sobre parecer bonita. Parecia algo necessário para funcionar.”

Essa sensação de necessidade é o que Megan descreve como uma dependência. Para ela, o bronzeamento virou uma espécie de armadura emocional, tornando difícil enfrentar situações sociais sem ele.

Com o tempo, os sinais físicos começaram a aparecer. Megan notou pintas surgindo, desaparecendo e mudando de forma. Mesmo assim, ela não conseguia dar importância ao risco naquele momento.

“Pintas apareciam, desapareciam e mudavam de forma, mas eu não me importava na época porque estava muito envolvida na dependência”, confessou. “Eu não tinha medo dos riscos. A dependência tinha tomado conta de mim completamente.”

O perigo das câmaras de bronzeamento

As câmaras de bronzeamento emitem radiação ultravioleta artificial, que estimula a produção de melanina, o pigmento que escurece a pele. No entanto, isso não significa que o processo seja seguro.

O bronzeado é, na verdade, uma resposta do corpo a um dano. A pele tenta se proteger, mas as células ainda podem ser afetadas pela radiação UV. Com o tempo, esse dano pode aumentar o risco de câncer de pele.

O melanoma, um dos tipos mais perigosos, está fortemente associado à exposição à radiação ultravioleta. Um dos sinais de alerta mais comuns é uma pinta que muda de tamanho, cor, forma ou elevação.

Por isso, alterações em pintas devem ser avaliadas por um médico. No caso de Megan, ela ainda não procurou atendimento para discutir sua dependência ou as mudanças na pele.

“A última vez que tentei, congelei na porta. Era como se algo não me deixasse entrar, como se eu não quisesse realmente a ajuda ou mudar”, relatou.

Tentando reduzir o hábito

Megan afirma que está tentando recuperar o controle. Ela parou de usar injeções bronzeadoras e reduziu os gastos com câmaras de bronzeamento para cerca de 35 euros por mês, menos da metade do que gastava antes. “Estou tentando, mas não é fácil”, disse.

A exposição nas redes sociais também trouxe outro peso. Ao compartilhar sua experiência no TikTok, Megan recebe comentários duros sobre sua aparência e relação com o bronzeamento. Ela conta que, no início, as críticas a afetavam bastante, mas agora tenta ignorar os ataques.

“No começo, isso realmente me atingia, mas agora tento ignorar o ódio”, afirmou. “As pessoas provavelmente acham que dependência de bronzeamento não é real. Mas, para mim, é absolutamente real.”

Mesmo ciente dos riscos e dos sinais de alerta, Megan diz que ainda vê o bronzeado como parte central de sua confiança. Ela acredita que, algum dia, conseguirá parar, mas não vê isso como uma mudança simples. “Eu acho que vou parar um dia”, disse. “Mas vai levar tempo.”

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