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Motorista de entregas que sequestrou e matou menina de 7 anos é sentenciado à morte; família se manifesta no tribunal

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Tanner Horner no tribunal durante a leitura da sentença de pena de morte (Foto: Instagram)

O motorista de entregas que sequestrou, abusou e estrangulou a menina de sete anos Athena Strand foi sentenciado à morte nesta terça-feira, após a família da criança afirmar que ele enfrentaria o julgamento divino.

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Tanner Horner, de 34 anos, que trabalhava para a FedEx, provavelmente receberá a injeção letal pelo crime brutal cometido em novembro de 2022. Ele sequestrou Athena em sua van de entregas e abandonou o corpo nu da menina em um desfiladeiro. O caso chocou os Estados Unidos pela brutalidade e pelos detalhes revelados durante o julgamento.

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Tudo começou quando Horner, que fazia entregas na área de Fort Worth, Texas, pegou Athena. A menina, que pesava apenas 30 quilos, foi levada à força para dentro da van. Os jurados ouviram como um homem de mais de 113 quilos atacou uma criança indefesa. O promotor local pediu aos jurados que se preparassem antes de expor os fatos.

As câmeras de segurança da van capturaram o terror. Athena, ainda de pé na parte traseira do veículo, perguntou ao motorista: “Você é um sequestrador?”. Horner não respondeu. Em vez disso, cobriu a câmera e disse: “Você é realmente bonita. Sabia disso?”. O áudio continuou gravando por mais de uma hora, registrando cada momento aterrorizante.

O veículo parou. Horner ordenou que a menina tirasse a camisa. Quando ela se recusou e pediu pela mãe, ele a jogou violentamente contra o piso da van. Os gritos de Athena ressoaram no tribunal durante o julgamento, levando alguns jurados às lágrimas e parte do público a sair da sala. Ele mandou a criança ficar quieta ou a machucaria ainda mais.

A violência ganhou um tom ainda mais macabro quando a música “Jingle Bell Rock” começou a tocar no rádio. Horner cantou junto enquanto estrangulava a menina de sete anos. Os jurados foram obrigados a ouvir o áudio inteiro, um dos momentos mais difíceis do processo.

Peritos confirmaram que Horner mentiu ao negar o abuso sexual. O DNA dele foi encontrado na região genital da criança. Além disso, outras vítimas — duas jovens mulheres e um homem — prestaram depoimento contando que também sofreram abusos sexuais por parte do motorista da FedEx no passado.

Após 19 dias de depoimentos, provas técnicas e evidências devastadoras, o júri deliberou por apenas duas horas e meia. Embora existisse a opção de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, os jurados optaram pela pena de morte.

A mãe de Athena, Maitlyn Gandy, tingiu o cabelo de rosa para o julgamento, a cor favorita da filha. No final da sessão, o tio da menina, Elijah Strand, dirigiu-se diretamente ao condenado: “Você não é nada. Você é apenas uma nota de rodapé na história de Athena. O nome dela será lembrado para sempre, será celebrado para sempre, e todos vão esquecer você”.

Ele continuou: “Athena era mais do que uma manchete. Ela era riso, curiosidade, bondade e inocência. E ela tinha sonhos que nunca vai poder perseguir, aniversários que nunca vai celebrar e uma vida que nunca vai viver, por causa das ações dele”.

Horner permaneceu impassível durante toda a leitura da sentença. Ao final, indicou ao juiz que planeja recorrer da condenação à morte.

O caso expôs falhas no sistema de entregas e levantou questões sobre a segurança de motoristas que circulam em rotas residenciais. Horner havia tentado o suicídio na prisão e deixou um bilhete culpando a FedEx por ter alterado sua rota nas semanas anteriores ao crime. Ele também alegou transtorno do espectro autista e problemas de saúde mental como defesa, mas as provas técnicas e os testemunhos foram decisivos.

Os detalhes do julgamento revelaram a frieza do criminoso, que negou o estupro até o fim, apesar das evidências irrefutáveis. A família de Athena, que acompanhou cada etapa, buscou justiça e conseguiu a pena máxima prevista pela lei do Texas.

A história de Athena Strand continua repercutindo como um dos crimes mais perturbadores dos últimos anos, marcando a memória de quem acompanhou o caso desde o desaparecimento até a condenação final.

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