Na última sexta-feira (29), Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e uma das acusadas pela morte da criança, não aguentou ver as fotos da necropsia do filho durante o julgamento realizado no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A ré passou mal enquanto eram exibidas imagens do exame durante o depoimento do perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes, testemunha do Ministério Público.
++Ernest Thompson Seton e a cobrança inesperada aos 21 anos
Segundo informações confirmadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), o episódio ocorreu durante uma sessão dedicada à apresentação de provas técnicas relacionadas ao caso. As imagens mostradas aos jurados exibiam lesões identificadas no corpo de Henry durante a necropsia.
Por volta das 12h40, a juíza Elizabeth Machado Louro autorizou a saída de Monique do plenário após ela relatar que não estava se sentindo bem e precisava de um local para se deitar. De acordo com a magistrada, como os trabalhos desta etapa do julgamento eram voltados aos depoimentos do perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes e, posteriormente, do médico-legista Luiz Airton Saavedra, a dispensa da ré não comprometeria o andamento da sessão.
Apesar da autorização para deixar o plenário, a juíza determinou que Monique retornasse no sábado (30) ao tribunal, quando o julgamento teria continuidade. A sessão seguiu normalmente após sua saída.
++Estudantes de instituições públicas superam os da rede privada em ensino médico
Monique Medeiros e seu ex-companheiro, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, são réus pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação de testemunha e fraude processual. Ambos respondem pelas acusações relacionadas à morte de Henry Borel.


