A morte inusitada de um jornalista considerado “inimigo” de Vladimir Putin, presidente da Rússia, tem chamado a atenção do público. Grigory Nekhoroshev foi o responsável por divulgar um suposto caso extraconjugal do chefe de Estado russo enquanto ele ainda era casado com Lyudmila Putina.
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Nekhoroshev foi encontrado morto em sua casa, em Riga, na Letónia, onde vivia como refugiado político há mais de 10 anos. Segundo o jornal britânico Metro, a causa da morte teria sido a ingestão de cogumelos venenosos, encontrados no quintal da própria residência. Apesar de o caso ter sido tratado oficialmente como uma fatalidade, relatos de pessoas próximas levantam dúvidas sobre as circunstâncias da morte. Amigos afirmam que o jornalista vivia em constante estado de ansiedade e temia ser alvo de uma tentativa de homicídio.
O conflito entre Nekhoroshev e Putin remonta a 2008, quando o jornalista atuava como editor executivo do jornal Correspondente de Moscovo. Na ocasião, ele publicou uma reportagem sobre o suposto relacionamento do presidente russo com a ex-ginasta olímpica Alina Kabaeva. A informação nunca foi confirmada oficialmente. Após a publicação, o jornal foi fechado e Nekhoroshev chegou a ser interrogado pelos serviços secretos russos.
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Diante da pressão, deixou o país e passou a viver no exterior. Segundo relatos, o episódio nunca teria sido esquecido por Putin. Embora a versão oficial aponte para um acidente, o histórico de conflitos e o contexto envolvendo o jornalista alimentam especulações e teorias sobre a possibilidade de que a morte não tenha sido meramente acidental. Até o momento, não há confirmação de envolvimento externo no caso.



