O relato de Sol Vega sobre ter enfrentado a menopausa durante o confinamento no BBB26 destaca uma fase que pode ser ainda mais desafiadora em situações de estresse, privação de sono e mudanças bruscas de rotina.
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A ex-participante revelou nas redes sociais que passou pela menopausa durante o confinamento no reality e atribuiu parte do comportamento que levou à sua expulsão às intensas alterações hormonais.
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A atriz também mencionou que não fazia acompanhamento médico adequado antes de entrar no programa.
OS SINTOMAS DA MENOPAUSA
De acordo com a ginecologista Fernanda Torras, embora os fogachos e suores noturnos sejam os sintomas mais conhecidos, a menopausa pode causar uma série de alterações que afetam diretamente a qualidade de vida.
“A mulher pode apresentar insônia, irritabilidade, ansiedade, alterações de humor, dificuldade de concentração e memória, queda da libido, ressecamento vaginal, dor na relação e mudanças no padrão menstrual”, explica a especialista.
Fernanda destaca que a intensidade dos sintomas varia bastante. Enquanto algumas mulheres passam pela menopausa sem grandes incômodos, outras podem ter a rotina significativamente afetada.
Essa variação está ligada não apenas às flutuações hormonais, mas também à sensibilidade individual e a fatores como qualidade do sono, estresse, estilo de vida e histórico de saúde. Quadros prévios de ansiedade e depressão também podem influenciar a forma como cada mulher vivencia essa fase.
IMPACTOS EMOCIONAIS
Em situações de confinamento, por exemplo, a combinação de estresse, alteração da rotina e noites mal dormidas pode tornar os sintomas mais perceptíveis.
“A mulher tem um fogacho durante a madrugada, acorda, dorme mal e, no dia seguinte, está mais cansada, irritada, ansiosa e com menor capacidade de concentração. Se você acrescenta estresse intenso, privação de sono, mudança de rotina e convivência sob pressão, alguns sintomas podem ficar ainda mais perceptíveis”, afirma.
A especialista explica ainda que alterações emocionais durante a menopausa podem ser confundidas com quadros de ansiedade ou depressão. Por isso, a avaliação médica é importante para identificar a origem dos sintomas. Irritabilidade, ansiedade e labilidade de humor podem acompanhar a transição hormonal, especialmente quando surgem associadas a fogachos e alterações no sono.
“Na depressão, por exemplo, é mais comum encontrar sintomas mais persistentes, como tristeza, perda de interesse ou prazer, falta de energia e comprometimento da rotina. Na ansiedade, a preocupação excessiva e persistente também pode interferir no trabalho e nas relações”, diferencia Fernanda.
QUANDO BUSCAR AJUDA
Outro ponto destacado pela ginecologista é que o acompanhamento não deve começar apenas quando a menstruação deixa de acontecer. A chamada perimenopausa pode apresentar sinais anos antes da menopausa propriamente dita.
“O ideal é procurar ajuda já nos primeiros sinais e não esperar a menstruação cessar, porque muitos dos sintomas começam anos antes, na fase que chamamos de perimenopausa”, orienta.
O tratamento depende da avaliação individual de cada paciente. Mudanças no estilo de vida, com atenção ao sono, à alimentação, à prática de exercícios físicos e ao controle do estresse, podem fazer parte do cuidado. Quando indicada, a terapia hormonal também pode ser uma alternativa para o controle dos sintomas.
“Há ainda opções não hormonais para mulheres que não podem ou não desejam utilizar hormônios, além de tratamentos específicos para ressecamento vaginal e sintomas urinários, como tecnologias como laser íntimo e radiofrequência, que também podem ser consideradas”, explica a ginecologista.
A escolha da estratégia, segundo ela, deve levar em conta os sintomas, o histórico e as necessidades de cada paciente.


