
Itália avalia ‘castração química’ voluntária para agressores sexuais (Foto: Instagram)
A Itália está avaliando um projeto de lei que propõe a autorização de tratamento hormonal voluntário, conhecido como castração química, para indivíduos condenados por crimes sexuais. Este tratamento é administrado por meio de injeções que reduzem os níveis de testosterona, sem envolver procedimentos cirúrgicos. A aplicação do tratamento só ocorre se o condenado consentir, podendo resultar em uma possível redução de pena.
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De acordo com informações do governo italiano, dados de outros países europeus indicam que a reincidência de crimes sexuais pode ser reduzida em até 80% com a adoção deste método. Atualmente, a prática já é implementada na Alemanha, Polônia e Coreia do Sul.
Entretanto, organizações de direitos humanos expressam preocupações sobre o uso deste método, sugerindo a necessidade de explorar outras formas de prevenção. Elas argumentam que o tratamento pode violar direitos fundamentais e que soluções alternativas devem ser consideradas.
No Brasil, propostas semelhantes foram levadas ao Congresso desde o ano de 2010, mas ainda não foram aprovadas. O debate sobre a eficácia e a ética do tratamento continua a ser um tema de discussão tanto na Itália quanto em outros países que consideram a medida.


