De acordo com informações da CNN, o Ministério Público de São Paulo pediu, nesta quinta-feira (20), a manutenção da prisão preventiva de Deolane Bezerra, detida desde 21 de maio deste ano. Segundo a acusação, a influenciadora e empresária integrava o núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e teria atuado na ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita.
No documento, o promotor Lincoln Gakiya sustenta que a prisão deve continuar para garantir a ordem pública e evitar uma possível continuidade dos crimes. “Diante da gravidade dos fatos, é imperiosa a manutenção da prisão preventiva para garantia da ordem pública”, escreveu.
++ Jonas Sulzbach relata dificuldades após acidente na neve e uso de gesso
A investigação descrita pelo MP divide a suposta organização criminosa em três grupos. O primeiro seria o núcleo decisório, formado por Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, apontados como líderes do PCC. O segundo seria o operacional, composto por Everton de Sousa e Paloma Sanches Herbas Camacho.
Deolane aparece ao lado de Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho no terceiro grupo, classificado pelo Ministério Público como núcleo financeiro. Segundo a acusação, a influenciadora teria exercido a principal função nessa estrutura.
“Por fim, a ré Deolane atuava como a principal integrante do núcleo financeiro, verdadeiro caixa da organização criminosa, praticando atos de ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita por meio de contas vinculadas a ela ou suas empresas, além da conversão de tais valores em bens de elevado valor econômico”, diz o documento.
++ Cássia Lourenço confirma término com Rafael Corrêa após reconciliação
Ainda de acordo com o MP, os investigados teriam contribuído para o crescimento e a manutenção financeira do PCC. A acusação afirma que a atuação atribuída aos réus representa risco à segurança pública. “Tal modo de agir é um evidente atentado à Segurança Pública do Estado Brasileiro e à sociedade, devendo ser tolhido por meio da segregação cautelar”, aponta o Ministério Público.
A prisão preventiva de Deolane deve ser reavaliada pela Justiça. Pela legislação brasileira, medidas desse tipo precisam passar por revisão após 90 dias. A decisão sobre a manutenção da prisão ou a possibilidade de ela responder ao processo em liberdade deve ser tomada nesta sexta-feira (21).


