Paolla Oliveira está confirmada para o retorno ao Carnaval como rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense e já está conciliando sua rotina de treinos para se preparar para a Sapucaí. O retorno acontece em um momento em que o corpo da atriz deverá ganhar ainda mais destaque na avenida, especialmente porque o carnavalesco da escola, Leandro Vieira, costuma criar figurinos que valorizam o corpo das musas e deixam bastante pele à mostra.
++ Nova tendência em IA permite criar conteúdo profissional em poucos minutos
Para chegar ao Carnaval com o físico preparado, Paolla mantém uma rotina de musculação, mas sem fazer do aumento de peso o principal objetivo. A estratégia chama atenção justamente por contrariar uma ideia comum nas academias: a de que, para ganhar músculos, é preciso aumentar cada vez mais a carga.
++ Deolane Bezerra desenvolve doença grave na cadeia
De acordo com Fábio Aquino, especialista em Fisiologia do Exercício, a carga é apenas uma das variáveis envolvidas na hipertrofia. No caso de Paolla, o foco está principalmente na execução dos movimentos e na capacidade de fazer o músculo trabalhar de maneira eficiente.
“Nas academias, é comum associar evolução a uma conta aparentemente simples: quanto mais peso uma pessoa consegue levantar, melhor está treinando e, consequentemente, mais músculos vai ganhar. Na prática, não funciona exatamente assim”, explicou.
Segundo o especialista, aumentar a carga pode fazer parte da evolução de um treino, mas não deve ser encarado como o único sinal de progresso. Se o peso maior faz com que a pessoa perca amplitude, altere a postura ou use outras partes do corpo para conseguir completar o movimento, o resultado pode ser justamente o oposto do esperado.
“Colocar mais peso na barra é muito fácil. O difícil é fazer esse músculo trabalhar mais. São duas coisas completamente diferentes. Se para aumentar a carga eu diminuo a amplitude, aquele peso maior não representa um estímulo melhor”, afirmou Aquino.
Isso significa que um treino com carga moderada pode ser bastante intenso. “A musculação precisa oferecer estímulo suficiente para que o organismo tenha motivo para se adaptar. A Paolla não treina leve, ela treina intenso, mas com controle total”, explicou.
Além da carga, é possível progredir aumentando o número de repetições, melhorando a amplitude dos movimentos, aprimorando a execução e aumentando a carga quando isso fizer sentido para o exercício.
Para uma artista que precisa conciliar preparação física, ensaios, gravações e compromissos profissionais, a estratégia também passa por evitar exageros que possam resultar em lesões.
“Progressão de carga é importante. O problema é transformar progressão em ego. Não adianta aumentar dez quilos em um exercício se, para conseguir movimentá-los, você destrói a técnica que vinha executando corretamente. Com artistas, isso é ainda mais crítico, porque uma lesão para gravação”, alertou o profissional.
No caso de Paolla Oliveira, o trabalho tem ainda um objetivo específico: chegar à avenida com força e condicionamento para sustentar a rotina de ensaios e o desfile, sem abrir mão do físico definido que costuma chamar atenção quando a atriz ocupa o posto de rainha de bateria. E, embora força e hipertrofia estejam relacionadas, elas não são exatamente a mesma coisa.
“Uma pessoa pode aumentar bastante sua força por adaptações neuromusculares sem que o crescimento muscular aconteça na mesma proporção. Por isso, comparar apenas quanto peso duas pessoas levantam não diz quem está treinando melhor para hipertrofia”, finalizou Aquino.


