Lance seu negócio online com inteligência artificial e comece a ganhar dinheiro hoje com iCHAIT.COM

Ozempic para músculos? Nova caneta promete combater perda de massa e envelhecimento muscular e vira febre

Date:

Medicamentos desenvolvidos para preservar a massa muscular estão avançando em pesquisas e podem, no futuro, ajudar a reduzir perdas provocadas pelo envelhecimento, pelo emagrecimento acentuado e por doenças associadas à sarcopenia. Entre as estratégias estudadas estão substâncias que atuam sobre proteínas relacionadas ao crescimento muscular e moléculas ligadas aos mecanismos ativados pelo exercício.

Segundo Felipe Henning Gaia, chefe do Serviço de Endocrinologia Oncológica do Centro de Câncer A.C. Camargo e presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, os medicamentos podem contribuir para manter a saúde e a independência de uma população que vive mais.

“Temos uma sociedade que envelhece e precisa ser manter saudável, ativa e independente. Preservar os músculos é essencial. O corpo humano não acompanha o progresso científico que nos fez viver mais. Atividade física seguirá fundamental, mas drogas podem ajudar a evitar a perda de músculos, essenciais para a longevidade saudável”, destaca ao O Globo.

++ Flávia Correia, namorada de Giovani, faz postagem enigmática em meio a polêmicas

O envelhecimento não é o único fator considerado. As pesquisas também avaliam o uso desses medicamentos para minimizar a perda de massa muscular associada ao emagrecimento e a condições como obesidade, sedentarismo, diabetes e câncer. Uma das possibilidades é combiná-los com as chamadas canetas emagrecedoras.

Atualmente, há pelo menos 40 substâncias candidatas em diferentes estágios de pesquisa. Entre as estratégias mais avançadas estão medicamentos que bloqueiam a miostatina e a activina, proteínas que funcionam como reguladoras do crescimento muscular. Apitegromab, Bimagrumab e Trevogrumab estão entre os candidatos mais avançados.

Clayton Macedo, coordenador do Ambulatório de Endocrinologia do Exercício da Unifesp, ressalta que o objetivo não é produzir músculos além do necessário. “Elas trazem a possibilidade evitar perdas grandes. Mas não são para ganho extra de massa muscular. Não serão uma bala de prata”, afirma.

Outra frente envolve o L-β-aminoisobutírico (L-BAIBA), molécula liberada durante o exercício. Um estudo publicado em 18 de agosto na Nature Communications, com participação de pesquisadores de Leeds, USP e Harvard, apontou que a substância pode ter aplicação no tratamento de danos musculares causados pelo diabetes tipo 2.

++ Porta de ônibus esquecida aberta salva motociclista de tragédia

Os medicamentos ainda estão em fase de desenvolvimento e apresentam desafios. Algumas substâncias que aumentam a massa muscular são abandonadas nos testes por não produzirem ganhos correspondentes de força e função ou por efeitos colaterais. Entre os efeitos observados em drogas que atuam sobre miostatina e activina estão espasmos, contrações musculares involuntárias, diarreia, acne e erupções cutâneas.

A previsão apresentada por Gaia é que os medicamentos mais avançados possam chegar ao Brasil em 2028 ou 2029, caso sejam liberados nos Estados Unidos. Apitegromab e Bimagrumab estão na fase 3 de testes.

Mesmo com o avanço das pesquisas, os especialistas afirmam que os medicamentos não substituem a atividade física. “O exercício é fundamental para ativar os músculos”, destaca a geneticista Mayana Zatz, da USP. Tiago Fernandes, especialista em fisiologia muscular, também afirma: “Elas poderão ajudar. Mas o corpo precisa de movimento e somente a atividade física promove mecanismos essenciais. Droga alguma chega perto da complexidade de mecanismos deflagrados pelo exercício”.

Share post:

Popular

Notícias
Relacionadas

Com Cristiano Ronaldo, Portugal conquistou os únicos títulos de sua história

Cristiano Ronaldo anuncia aposentadoria da...

Danilo Gentili ganha ação contra empresa por uso indevido de imagem

Danilo Gentili vence ação contra...