A guerra nos bastidores do STF continua a todo vapor em Brasília. Na última quarta-feira (09), o ministro Edson Fachin foi surpreendido com a decisão do seu colega, ministro Flávio Dino, de reintegrar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A medida causou mais uma tensão dentro da Corte e colocou o presidente do Supremo no centro de uma nova disputa entre os ministros.
++Valentina Bandeira comenta saída de Lucas Selfie e brinca sobre A Fazenda
Segundo o Poder360, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já articulavam com Dino, na noite anterior, uma reação à decisão tomada pelo ministro André Mendonça, sem o conhecimento de Fachin. O presidente do STF pretendia resolver o caso a partir de um recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) e havia dado prazo para que Mendonça se manifestasse.
Flávio Dino, porém, tomou uma decisão antes que o procedimento conduzido por Fachin fosse concluído. A atitude provocou questionamentos entre integrantes do Supremo. Pelo menos quatro ministros procuraram Fachin para saber se ele pretende barrar a decisão. Para alguns integrantes da Corte, a medida pode representar uma possível ilegalidade por ter atropelado o procedimento que estava sendo conduzido pelo próprio presidente do STF.
A crise acontece ainda em meio à disputa pela relatoria do caso Banco Master. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes pressionam para que o processo seja retirado das mãos de André Mendonça, que atualmente é responsável pelo caso.
++Neymar Jr. foca na recuperação mental após lesão muscular no Santos
Diante desse cenário, Fachin passou a ocupar uma posição ainda mais delicada dentro do Supremo. Caso não reaja à decisão de Dino, o presidente da Corte poderá sair ainda mais enfraquecido diante dos demais ministros. Por outro lado, uma eventual intervenção para barrar a medida pode ampliar a tensão interna em um momento de forte disputa nos bastidores do tribunal.


