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Brasil despenca em ranking de qualidade de vida e fica atrás até da Índia. Veja a posição!

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O Brasil aparece na 66ª posição no ranking de qualidade de vida do Numbeo de meados de 2026, atrás de países como Índia, Argentina e México. Segundo informações do O Bahia Post, o levantamento internacional coloca os indianos em 65º lugar, os argentinos em 62º e os mexicanos em 61º, enquanto indicadores nacionais mostram diferenças de renda, saneamento e segurança entre as regiões brasileiras.

Os dados de infraestrutura ajudam a dimensionar essas diferenças. No Censo de 2022, aproximadamente 49 milhões de brasileiros viviam em domicílios com soluções precárias de esgotamento sanitário, número equivalente a quase um quarto da população. Entre as formas registradas estavam fossas rudimentares e despejo de esgoto em valas, rios e outros corpos d’água.

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No Maranhão, 48,3% da população utilizava fossa rudimentar ou buraco como destino do esgoto. A falta de canalização de água também apresentava diferenças regionais. Em 2022, 6% dos moradores do Nordeste viviam em domicílios sem esse recurso. No Sudeste, a proporção já era de 2,1% em 2000.

As disparidades também aparecem na renda. Dados do IBGE referentes a 2025 mostram rendimento domiciliar mensal por pessoa de R$ 1.219 no Maranhão e de R$ 1.465 na Bahia. A média brasileira era de R$ 2.316.

A pobreza seguia concentrada de maneira desigual pelo território. Em 2024, 39,4% da população do Nordeste estava abaixo da linha de pobreza considerada pela Síntese de Indicadores Sociais do IBGE. No Sul, a proporção era de 11,2%. No país, cerca de 12 milhões de pessoas ocupadas também viviam na pobreza naquele ano.

Os indicadores de segurança apresentam diferenças entre os estados. Segundo o Atlas da Violência 2026, a Bahia registrou 40,9 homicídios por 100 mil habitantes em 2024, ante 44,7 no ano anterior. A taxa nacional era de 20,1 por 100 mil habitantes.

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No Maranhão, houve aumento no mesmo período. O índice passou de 28,9 homicídios por 100 mil habitantes em 2023 para 31,1 em 2024.

Os dados recentes também registram avanços em alguns indicadores nacionais. A parcela de brasileiros abaixo da linha de pobreza, que havia passado de 30,9% em 2014 para 36,8% em 2021, caiu para 23,1% em 2024, o menor nível da série iniciada em 2012.

O acesso à rede de coleta de esgoto também aumentou. A cobertura passou de 52,8% da população em 2010 para 62,5% em 2022, embora milhões de brasileiros ainda utilizassem soluções precárias de esgotamento sanitário.

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