A jornalista Rachel Sheherazade está enfrentando um processo judicial iniciado em 16 de setembro. A ação foi movida por Ricardo de Assis Barbosa, um motorista de aplicativo, e envolve fatos já conhecidos pelo público.
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Ricardo processou Sheherazade após ela publicar vídeos em seu Instagram, mencionando seu nome e alegando ter sido expulsa de seu carro e “abandonada” em uma rua deserta. Ela o chamou de “covarde, ameaçador, irresponsável e grosseiro”.
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O motorista apresentou outra versão dos fatos, afirmando que a jornalista foi rude após ele recusar um pedido dela para mudar a estação de rádio. Ele diz que a negativa foi educada e que ofereceu desligar o aparelho para não contrariar ninguém.
Ricardo afirmou que Sheherazade fez comentários depreciativos sobre a Uber e seus motoristas, dizendo coisas como “é por isso que vai morrer sendo Uber” e “eu posso acabar com sua vida”, referindo-se à sua fama e seguidores.
O motorista negou ter deixado Sheherazade em um local perigoso, afirmando que ela foi deixada em uma área segura, bem iluminada e monitorada, perto de uma oficina de veículos de luxo.
Ricardo alegou que os vídeos prejudicaram sua honra e reputação profissional, já que a jornalista pediu para ele ser banido da plataforma e expôs seu nome e placa do carro. Ele afirmou que as acusações foram injustas e o retrataram como agressivo e perigoso.
Ele revelou a existência de uma gravação da corrida, que está em posse da Uber e é considerada de “extraordinária relevância”. Por isso, ele pediu uma liminar para que a empresa preserve e envie o material ao tribunal.
Na ação, Ricardo pede que Rachel Sheherazade seja obrigada a remover os vídeos e não os republicar. Ele também solicita uma indenização por danos morais de, no mínimo, R$ 60 mil.
Por fim, o motorista quer que a jornalista faça uma retratação pública em suas redes sociais.


