
Mãe britânica mantém corpo do filho em CuddleCot para prolongar despedida (Foto: Instagram)
Quando Emily Rollinson, de 29 anos, chegou à ultrassonografia de doze semanas, recebeu a notícia devastadora de que seu bebê, a quem chamou de Dexter, sofria de uma condição terminal. Apesar do choque, ela optou por não interromper a gestação e decidiu que deixaria que o filho escolhesse o momento de partir.
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A indução foi realizada às 38 semanas. Embora Dexter estivesse vivo no início do processo, ele faleceu duas horas antes de nascer. Rollinson passou 24 horas na suíte de acolhimento do hospital, onde fez registros de suas mãozinhas e pezinhos e deu ao filho seu único banho. Após esse período, ela voltou para casa com o corpo do bebê, que foi transportado pelo serviço funerário para o lar da família.
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Em casa, Dexter ficou acomodado em um CuddleCot – um berço portátil refrigerado por água que desacelera as mudanças naturais no organismo de bebês falecidos. Com isso, os pais dispõem de mais tempo para criar memórias, estabelecer vínculos e se despedir de forma gradual. Rollinson explica que, no Reino Unido, famílias normalmente usam o aparelho por cinco dias, mas o período pode ser estendido conforme a necessidade do luto.
Ela conheceu o CuddleCot aos 28 semanas de gravidez, em conversa com a enfermeira especializada em acolhimento de perdas. “É um recurso disponibilizado mundialmente e, muitas vezes, doado por casais que já passaram por essa experiência e reconhecem sua importância”, conta a mãe, que pôde desfrutar dez dias ao lado de Dexter.
Além de permitir que ela enfrentasse o luto em seu próprio ritmo, o tempo extra foi fundamental para que a filha mais velha de Emily, então com dois anos, compreendesse a situação. “Ela amou o irmão desde o primeiro instante e ainda fala sobre ele diariamente. Os vídeos e as lembranças nos ajudam a manter viva a memória de Dexter”, compartilha.
Rollinson reforça a gratidão pelos dias que tiveram juntos. “O CuddleCot nos concedeu o presente mais valioso: tempo. Pudemos passear com ele, registrar as feições com moldes, assistir a filmes da Disney e até montar nossa árvore de Natal, tudo em família. Não me arrependo de nenhuma decisão.”

