
Escola Salmon River sob acusação por ‘caixa de timeout’ em aluno autista (Foto: Instagram)
A mãe de um menino de 8 anos com autismo planeja entrar com uma ação judicial contra o distrito escolar de Salmon River, em Fort Covington (Nova York), após descobrir que o filho, que é não verbal, teria sido repreendido dentro de uma caixa de madeira apelidada de “timeout”. A medida teria sido adotada sem o consentimento ou mesmo o conhecimento prévio de Rhonda Garrow, que se senti traída ao perceber que o filho foi confinado sob o pretexto de disciplina.
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Segundo nota divulgada em 6 de janeiro pelo escritório Tully Rinckey PLLC., que representa Garrow, a família prepara um processo de aproximadamente R$ 132.500,00 contra o Salmon River Central School District. A mãe tomou ciência do caso ao ver uma publicação no Facebook, posteriormente confirmada por reportagem da emissora WRGB, de Albany, revelando que a caixa de madeira era destinada a seu filho.
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“Eu me sinto traída”, declarou Garrow ao The New York Post, ressaltando que “eles usaram a deficiência dele contra ele, pois ele não consegue falar e se defender. O único recurso é chorar, gritar ou tentar fugir”. De acordo com relatos, o filho passou a fazer todas as refeições dentro da caixa, que fazia parte do que a escola chamou de plano de intervenção comportamental (Behavior Intervention Plan). Garrow afirma que jamais autorizou nem foi informada sobre essa medida.
Esse tipo de plano de intervenção é previsto pela legislação americana (Individuals with Disabilities Education Act – IDEA), mas deve ser acordado entre a escola e os responsáveis, visando sempre o ambiente menos restritivo possível. A prática de isolamento, mesmo em estruturas conhecidas como “timeout rooms” ou “seclusion rooms”, tem gerado controvérsia e exigência de maior fiscalização, já que pode violar direitos fundamentais de crianças com necessidades especiais.
Dados oficiais apontam que cerca de 60% dos estudantes do distrito são nativos americanos e que uma das escolas onde as caixas foram usadas está localizada na reserva tribal St. Regis Mohawk. A polícia estadual informou que o caso está sendo tratado pelas autoridades da própria comunidade tribal. Enquanto isso, a direção de educação especial, um diretor, um diretor de escola e um professor foram afastados, e um superintendente interino assumiu o distrito.
Apesar de a administração escolar ter desmontado e removido as caixas de madeira das salas de aula, o escritório Tully Rinckey segue com a ação para expor as práticas adotadas e buscar reparação pelos direitos violados de Rhonda Garrow e de seu filho. Até o momento, o distrito não se manifestou oficialmente sobre o processo.

