
De 740 g na UTIN a bebê saudável: Norah celebra um ano (Foto: Instagram)
Sarah Wood, 35, e seu marido Jason, 38, de Bakersfield, na Califórnia, descobriram na primavera de 2024 que estavam grávidos de gêmeas após recorrerem à fertilização in vitro (FIV). A surpresa veio quando o embrião duplicou, gerando dois bebês idênticos — um fenômeno raro que ocorre em apenas uma pequena parcela de ciclos de FIV. Por volta da 17ª semana de gestação, exames de ultrassom detectaram síndrome de transfusão feto–fetal (STFF), complicação em que uma das gêmeas recebe mais nutrientes que a outra, prejudicando o desenvolvimento da irmã. O caso evoluiu para estágio 4 — o penúltimo grau de gravidade — e, embora a cirurgia fetal fosse indicada, Sarah teve de aguardar uma semana até a liberação da equipe médica especializada. Finalmente, ela foi submetida ao procedimento em Los Angeles, mais de duas horas de distância de casa, e ambas as bebês sobreviveram, ao menos por enquanto.
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Dias depois da cirurgia, Sarah foi liberada, mas passou quatro semanas em repouso e submetida a dois ultrassons semanais para monitorar a saúde das gêmeas. Mesmo assim, o casal recebeu a notícia devastadora de que Iris, a gêmea receptora que estava em insuficiência cardíaca, havia falecido nas últimas 24 horas. Com apenas 27 semanas de gravidez, Sarah entrou em trabalho de parto prematuro e hemorragia, o que forçou uma cesariana de emergência. No dia 20 de agosto de 2024, nasceu Norah com apenas 740 gramas — menos de dois quilos. Para surpresa da família e dos médicos, a bebê apresentou um excelente índice de Apgar logo ao nascer, indicador que avalia frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, resposta a estímulos e cor da pele.
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Após o nascimento, Norah foi levada à unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN), onde passou 100 dias em incubadora se recuperando e ganhando peso. Durante a internação, a pequena enfrentou vários episódios de bradicardia — quedas de batimentos cardíacos e níveis de oxigênio — mas reagiu bem a cada intervenção. O pediatra explicou que a UTIN reúne equipe multidisciplinar, equipamentos respiratórios e monitoramento constante, essenciais para bebês prematuros. Cerca de três meses depois, na celebração de Ação de Graças de 2024, o momento esperado chegou: Norah recebeu alta justamente quando Sarah e Jason preparavam um jantar de agradecimento aos profissionais do hospital.
Passados mais de doze meses, Norah já viveu seu segundo Natal em casa. A família retomou tradições como decorar a árvore, bisbilhotar as luzes do zoológico local e levar a pequena ao encontro do Papai Noel. Segundo Sarah, a bebê chega a “dar nós” ao colo dos pais de tanta energia. Embora ainda engatinhe, ela demonstra determinação para dar os primeiros passos. Além disso, Norah tem um cabelo abundante que surpreende quem a conhece desde a saída da UTIN.
Para manter viva a memória de Iris, Sarah e Jason criaram um jardim de íris no quintal de casa — um gesto que se tornou terapêutico. A íris foi escolhida em homenagem à gêmea perdida, e a mãe conta que sempre que avista a flor em parques ou calçadas, sente conforto. “Notar íris na natureza é acolhedor para nós”, afirma Sarah, que se diz imensamente grata aos profissionais de saúde que acompanharam cada etapa da trajetória de suas filhas.

