
Superando o improvável: mãe entra em colapso no parto e reencontra filha após 11 dias de UTI (Foto: Instagram)
Jennifer Choate relata que sua gestação transcorria sem complicações até que, por volta de 20 de fevereiro de 2025, durante o parto, sofreu uma parada cardíaca inesperada. Até então, todos os exames e acompanhamentos indicavam uma gravidez tranquila, sem sinais de risco para mãe ou bebê. A repentina emergência médica mobilizou a equipe do hospital para uma corrida contra o tempo, a fim de salvar mãe e filha.
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No dia 18 de fevereiro, cerca de duas semanas antes da data prevista para o nascimento, Choate chegou à unidade médica apresentando pressão alta e dores de cabeça persistentes, sintomas associados à pré-eclâmpsia. Os médicos internaram-na imediatamente e iniciaram infusões de sulfato de magnésio, protocolo padrão para proteger o sistema nervoso da gestante e reduzir riscos para o feto.
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Na madrugada de 20 de fevereiro, a indução do trabalho de parto com ocitocina (Pitocin) foi acompanhada de aplicação de anestesia peridural, que não bloqueou totalmente as fortes contrações. Pouco depois, Choate descreveu intensa dor torácica, pressão na cabeça e tonturas. Em questão de segundos, perdeu a consciência. Os médicos identificaram um quadro de embolia de líquido amniótico, complicação rara em que resíduos do líquido amniótico entram na corrente sanguínea, podendo causar obstrução vascular e choque.
Imediatamente, realizou-se uma cesariana perimortem (PMCS). Em apenas 33 segundos após a incisão, a equipe médica conseguiu retirar o bebê, auxiliando na reanimação simultânea de Jennifer. Após dois minutos de massagem cardíaca, a circulação estabilizou. Porém, ela sofreu hemorragia pós-cesariana intensa, exigindo transfusão maciça de componentes sanguíneos e ativação do protocolo de coagulação.
Durante as complicações, Choate evoluiu para coagulação intravascular disseminada (CIVD), desordem em que as proteínas responsáveis pela coagulação são ativadas de forma descontrolada, gerando microcoágulos e hemorragias simultâneas. Em seguida, seus pulmões e coração começaram a falhar, levando à transferência para outro hospital especializado, onde foi instalada em ventilação mecânica e submetida à circulação extracorpórea venoarterial (VA-ECMO), respirador artificial que assume temporariamente as funções cardíacas e pulmonares, aumentando as chances de recuperação.
O noivo e a mãe de Jennifer assinaram consentimentos informados, cientes dos riscos de morte ou sequelas, enquanto o recém-nascido saudavelmente seguiu para os cuidados neonatais. Em meio ao risco de perda dupla, o companheiro de Choate permaneceu ao seu lado dia e noite, incentivando-a a lutar. A dedicação dele e das famílias permitiu que a bebê fosse cuidada em casa enquanto a mãe vivia entre UTIs e unidades de terapia intensiva.
Após 11 dias de internação, Jennifer recebeu alta, mas enfrentou desafios adicionais em casa. A ferida da cesariana reabriu duas vezes, exigindo revisões cirúrgicas e curativos diários. O edema e as dores tornaram impossíveis retornar ao quarto, forçando-a a dormir na sala com as pernas apoiadas. Mesmo assim, Choate afirma que repetiria toda a trajetória sem hesitar, pois o resultado foi a vida de mãe e filha.
Hoje, quase um ano após o trauma, Jennifer ainda sente dores na coluna e na região abdominal, mas cultiva gratidão e resiliência. Ela transformou situações comuns em motivo de alegria: em vez de reclamar da rotina, celebra cada sorriso da filha. Embora avalie com cautela a possibilidade de nova gravidez, sente que recebeu uma segunda chance e quer aproveitar cada instante ao lado da pequena.

