
Silhuetas de pinheiros sob o brilho verde da aurora boreal (Foto: Instagram)
Prepare o olhar para o céu escuro da noite de segunda-feira, 19 de janeiro, até as primeiras horas de terça-feira, 20 de janeiro: um evento raro poderá oferecer a observação da aurora boreal em até 24 estados dos EUA. Conhecida popularmente como luzes do norte, esse fenômeno ocorre quando tempestades geomagnéticas, resultantes do impacto de partículas solares carregadas na atmosfera terrestre, fazem com que gases ionizados criem ondas luminosas no céu. A visibilidade varia conforme a intensidade da atividade solar e as condições locais de observação.
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De acordo com o Centro de Previsão do Tempo Espacial da NOAA, o gatilho para essa exibição foi uma erupção solar de classe X1.9, que lançou uma Ejeção de Massa Coronal (CME) em direção à Terra. Esse tipo de CME em “halo completo” aumenta significativamente a probabilidade de auroras intensas. Além disso, as condições coincidem com o ciclo lunar da nova lua, garantindo céus ainda mais escuros e minimizando a interferência do luar tradicionalmente indesejável em expedições de observação astronômica.
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Os meteorologistas espaciais estimam níveis de tempestade geomagnética na categoria G3 (“forte”) na escala de cinco níveis da NOAA, com potencial de chegar a G4 (“severa”) ainda na segunda-feira. Esses índices são medidos pela perturbação no campo magnético terrestre: quanto maior a classificação, maior a chance de as luzes se expandirem em latitudes médias. Por isso, esse evento não ficará restrito às regiões polares, podendo avançar por estados mais ao sul que normalmente não testemunham auroras.
Caso a tempestade alcance o nível G3 ou G4, auroras poderão ser vistas além das áreas fronteiriças com o Canadá — abrangendo até estados de latitude intermediária. Na região norte, as melhores probabilidades estão em Alasca, Washington, Idaho, Montana, Wyoming, as Dakotas, Minnesota, Wisconsin, Michigan, Nova York e Maine. Se a atividade atingir picos de severidade, o espetáculo pode estender-se por Oregon, Nebraska, Iowa, Illinois, Indiana, Ohio, Pensilvânia, Massachusetts, Connecticut, Rhode Island, Vermont e New Hampshire.
Rastrear a aurora exige monitoramento em tempo real, pois a velocidade e a orientação do vento solar alteram rapidamente o cenário. Apps como Aurora Now, My Aurora Forecast, SpaceWeatherLive ou Glendale Aurora, além do site da NOAA (previsão de 30 minutos), exibem mapas de probabilidade. Um indicador-chave é a componente Bz do campo magnético interplanetário: quando ela fica alinhada ao sul, o fluxo de energia solar penetra com mais facilidade, sinalizando auroras iminentes. A janela de observação é favorecida pela ausência de luar, proporcionando céus escuros e contornos nítidos no horizonte setentrional.
Para registrar esse evento, seu smartphone é suficiente: basta ativar o modo noturno, apontar a câmera para o céu e esperar. Fotógrafos mais experientes podem usar câmeras DSLR ou mirrorless em modo manual, apoiadas em tripé, ajustando ISO alto, abertura ampla e tempo de exposição prolongado. Independentemente do equipamento, lembre-se de se agasalhar bem, pois as baixas temperaturas noturnas não combinam com longas horas ao relento.

