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KayLynne Felthager, que estalava o pescoço para aliviar tensão, sofre AVC (Exclusivo)

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KayLynne Felthager retoma a vida após AVC inesperado provocado por estalo no pescoço (Foto: Instagram)

KayLynne Felthager, que costumava estalar o próprio pescoço para aliviar dores de cabeça, viveu um episódio inesperado ao sofrer um AVC após um desses movimentos automáticos. Em entrevista exclusiva, ela conta como foi notar interferências na visão, formigamentos e dificuldade para falar, até chegar ao hospital em caráter de emergência.

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Tudo começou em 4 de janeiro de 2023, quando KayLynne Felthager voltava de carro da farmácia e sentiu o início de uma dor de cabeça. “Eu sempre tive o hábito de estalar o pescoço quando a tensão aparecia”, explica. Naquele dia, ela inclinou o pescoço para o lado, sentiu o estalo e, por um instante, achou que havia conseguido alívio. Mas logo percebeu uma dor intensa irradiando pelo pescoço, que persistiu nos dias seguintes e não cedia com analgésicos comuns.

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Na manhã de 9 de janeiro, durante a rotina ao se maquiar, ela sentiu um clarão no olho direito e perdeu totalmente a visão desse lado. Pensando tratar-se de uma aura de enxaqueca, KayLynne Felthager piscou e tentou pesquisar na tela do celular, mas enxergava apenas um brilho avassalador. Quinze minutos depois, seu lado direito começou a formigar e ficou completamente dormente. Ao tentar falar, as palavras saíram embaralhadas, como um “gibberish” que não fazia sentido. Foi o marido quem percebeu a gravidade e a levou imediatamente ao pronto-socorro.

No hospital, uma sequência de exames rápidos, como tomografia com contraste, revelou que ela havia sofrido uma dissecção de artéria na cervical. Um pequeno coágulo se soltou e migrou até o cérebro, provocando o AVC isquêmico. Felizmente, o êmbolo se dissolveu antes de procedimentos invasivos, mas a situação exigiu transferência por helicóptero para um centro de referência em neurologia. Esse tipo de transporte aéreo é usado justamente para otimizar o tempo de atendimento em áreas rurais e reduzir sequelas.

Durante a internação, médicos explicaram que a dissecção arterial pode ocorrer não só por manipulação forçada do pescoço, mas também por quadros de vômitos intensos, que a paciente tivera dias antes ao sofrer de gastroenterite. Após a confirmação do diagnóstico, KayLynne Felthager foi medicada com anticoagulantes e seguiu em tratamento por aspirina até receber a autorização para retornar às atividades normais. Exames de imagem feitos mensalmente indicaram cura completa em poucos meses.

Hoje, quase três anos depois, ela afirma ter recuperado toda a saúde física, mas carrega uma certa ansiedade em relação a sinais sutis, como alterações visuais. A experiência abriu os olhos de KayLynne Felthager para a fragilidade do corpo e o quanto hábitos cotidianos podem desencadear situações graves. Desde então, ela celebra a vida em família e o nascimento de mais um filho, além de compartilhar seu relato em redes sociais. Um vídeo no TikTok, feito como um post espontâneo, reuniu milhões de visualizações e comentários de seguidores que revelaram inquietações semelhantes.

Ao final, a lição que fica é de precaução. Movimentos bruscos no pescoço, apesar de comuns como autoajuda para dores de cabeça, podem, em casos raros, resultar em complicações vasculares. A dissecção cervical é falta de continuidade na parede interna de uma artéria, o que pode levar à formação de coágulos. Por isso, mesmo manobras aparentemente inofensivas devem ser avaliadas com cautela. “Não quero assustar ninguém”, diz KayLynne Felthager, “mas meu caso mostra como o imponderável pode acontecer”.

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