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Stacy, mãe de Lany, percebe algo estranho na filha e enfrenta momento aterrorizante (Exclusivo)

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Lany nos braços do pai antes do diagnóstico que salvou sua vida (Foto: Instagram)

Stacy, uma mãe de 32 anos da Carolina do Norte, conta a PEOPLE sobre o dia em que a intuição salvou a vida de sua filha Lany. Ao chegar em casa após o trabalho, Stacy sentiu algo diferente em sua então com 3 anos: a menina parecia exausta, mas não do cansaço habitual. Ainda inconformada com o olhar de Lany, Stacy descreve ter tido “um pressentimento profundo de que algo estava seriamente errado”.

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Na hora de sair para jantar em família, viu Lany com os olhos marejados e a expressão pesada, como se tivesse chorado. A menina simplesmente sentou-se no sofá junto à porta, sem forças para continuar andando. Durante o trajeto de carro, pelos olhos desconcentra­dos da criança, Stacy sabia que não era cansaço comum. “Ela respondia quando falávamos, mas parecia ausente, longe”, relembra a mãe.

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Decididos a não esperar, Stacy e o parceiro Pablo levaram Lany ao hospital imediatamente. No pronto-socorro, médicos inicialmente consideraram que a criança poderia ter ingerido alguma substância que a deixara sonolenta. Mas, ao afirmar com dor que “a cabeça doía muito”, Lany foi submetida a tomografia. Pouco depois, sofreu uma convulsão intensa: “Ver minha filha ligada ao oxigênio e passando por isso foi um dos momentos mais aterrorizantes da minha vida”, desabafa Stacy.

Após o susto da convulsão, Lany precisou ser transferida por helicóptero a um segundo hospital para indução de coma e proteção cerebral. Embora aprovada pelos especialistas, a criança despertou assustada antes do procedimento, chorando ao ver os pais, o que os médicos interpretaram como sinal de reação satisfatória para adiar a indução. A família aguardava em lágrimas, temendo o pior.

No dia seguinte, a ressonância revelou a causa do problema: Lany sofrera hemorragia decorrente de um cavernoma, uma malformação de vasos sanguíneos no cérebro que se rompeu e provocou a convulsão. “Foi um alívio e ao mesmo tempo avassalador. Descobrimos que não era culpa nossa, mas algo com que ela nasceu”, afirma Stacy. O diagnóstico permitiu definir tratamento mais seguro.

Em vez de cirurgia de alto risco, por envolver área responsável pela visão, ficou acordado acompanhar o cavernoma e manter Lany em uso de antiepilépticos. Três anos depois, a menina não teve novas crises e faz exames de imagem anuais. “Estamos otimistas de que, em breve, ela poderá dispensar o remédio. Eu me sinto agradecida vendo minha filha saudável e feliz”, comemora Stacy.

Relembrando a experiência, Stacy afirma que o episódio mudou sua forma de cuidar de Lany. “Passei a confiar ainda mais na minha intuição, questionar, buscar segundas opiniões e defender minha filha”, diz ela. Apesar do medo, a fé em Deus trouxe conforto: “Acredito que Ele guiou os médicos e nos deu força. A recuperação da Lany foi um verdadeiro milagre.”

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