
Etta e Olly Cartmill após os transplantes que mudaram suas vidas (Foto: Instagram)
Etta Cartmill, de 3 anos, do condado de Down na Irlanda do Norte, já passou por um transplante de fígado e agora se prepara para receber um rim. A pequena foi diagnosticada com a rara condição genética TTC21B, que afeta principalmente os rins, mas pode comprometer outros órgãos.
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O diagnóstico de estágio 5 de insuficiência renal se estendeu também ao irmão mais velho, Olly, de 6 anos. Ambos iniciaram rotinas médicas intensas desde o nascimento. A mãe, Dionne Cartmill, de 41 anos, descreve a vida em casa como “quase um hospital”, com equipamentos de diálise e alimentação por sonda.
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Olly Cartmill permaneceu em diálise peritoneal domiciliar por dois anos e meio, recebendo medicação pesada e alimentação controlada via tubo para equilibrar eletrólitos. Em seguida, ganhou um rim doado pela avó, o que transformou sua vida: “Ele se tornou finalmente o garotinho que sempre deveria ter sido, alegre e cheio de energia”, relata Dionne Cartmill.
O caso de Etta Cartmill revelou complexidades adicionais. Além da falência renal, exames apontaram hipertensão portal no fígado, elevando a necessidade de transfusões de sangue a cada quatro a seis semanas. Após testes de pressão hepática em Birmingham, ficou comprovada a fibrose do órgão, confirmando a indicação de transplante de fígado.
A menina recebeu o novo fígado de um doador anônimo, e Dionne Cartmill comemora: “Antes, Etta vivia em dor constante, sem sono e com cor acinzentada. Seu abdômen estava distendido pela massa hepática. Agora, ela dorme melhor e a cor voltou a ficar saudável.” A cirurgia durou mais de 11 horas, seguida de cinco semanas de internação.
Atualmente, Etta Cartmill faz diálise hospitalar três a cinco vezes por semana e enfrenta sessões de fisioterapia para manter a mobilidade. A expectativa é que ela receba o rim em breve — um órgão que será doado pela própria mãe. “Após ver como ela superou o transplante de fígado, confio que o rim seja mais simples. Continuarei com minha vida normalmente com um só rim, mas ela ganhará uma infância plena.”
Essa história reforça a importância da doação de órgãos. Dionne Cartmill enfatiza que a conversa em família sobre o tema pode salvar vidas. “Somos gratos à família anônima que, em meio ao luto, decidiu doar o fígado. Eles deram a Etta o futuro que ela merece.” Hoje, mãe e filha aguardam o segundo transplante com esperança e fé no poder da generosidade humana.

