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Ex-policial da Flórida Edwin Campuzano é acusado de matar o poodle de sua ex-namorada com veneno de rato

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Ex-policial é indiciado por envenenamento de poodle maltês (Foto: Instagram)

Edwin Campuzano, de 22 anos, ex-oficial da Bartow Police Department, foi indiciado por crueldade agravada contra animais após se apresentar no Hillsborough County Sheriff’s Office em 16 de janeiro. Segundo o mandado de prisão obtido em resposta à denúncia de dezembro de 2025, Campuzano teria envenenado o poodle maltês de três anos que pertencia à sua ex-namorada, Paula Fernandez.

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Paula Fernandez, em entrevista coletiva no dia 23 de janeiro, disse ter ficado em choque ao receber a notícia da morte de Milo: “Nunca vou esquecer aquela ligação. Eu garanti que me despedisse dele antes do voo e ele estava bem.” Foi um vizinho que, ao verificar a casa enquanto ela viajava, ligou para informar sobre o falecimento do cão e vestígios de sangue no chão.

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O caso só se desvendou de vez quando Paula pagou pela necropsia — exame veterinário equivalente à autópsia em humanos — e descobriu sinais de sangramento interno causados por toxina. Sheriff Chad Chronister relatou que Milo era “saudável e sem histórico de problemas médicos”, e que restavam no pote do animal grânulos idênticos a um tipo de raticida. Em seguida, Fernandez obteve a fatura do cartão de crédito de Campuzano, que indicava compra de veneno em loja agropecuária dois dias antes da competição das férias familiares.

No contexto legal da Flórida, o crime de crueldade agravada prevê pena superior à crueldade simples, pois envolve ação premeditada que resultou em sofrimento prolongado do animal. Vetores tóxicos voltados a roedores podem causar hemorragias internas e falência de órgãos, tornando o ato ainda mais hediondo aos olhos da lei e dos defensores dos direitos dos animais.

Após a repercussão do caso, o Hillsborough County Sheriff’s Office destacou que aqueles que vestem farda devem seguir padrões elevados de conduta. O órgão enfatizou, por meio de comunicado oficial, que “a traição da confiança depositada em um policial agrava ainda mais essa violência gratuita contra um ser inocente”. A Bartow Police Department, ex-chefe de Campuzano, confirmou que ele não faz mais parte do quadro de funcionários.

O processo corre agora na Justiça de Hillsborough County, e Edwin Campuzano responde por uma acusação formal de crueldade agravada contra animais. Enquanto isso, Paula Fernandez segue em busca de justiça por Milo, reforçando: “Ele morreu sozinho e em dor. Espero que o tribunal reconheça a gravidade do que aconteceu e faça valer a lei em nome de todos os animais.”

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