
Madeline Woo quebra padrões do balé clássico com estilo ousado (Foto: Instagram)
Madeline Woo, bailarina principal do San Francisco Ballet, fala com exclusividade à PEOPLE sobre a transformação radical de sua imagem dentro do universo clássico da dança. Desde o início de sua carreira, ela percebeu que não se encaixava no padrão delicado de cores suaves, tutus rosa e meias-calças claras. Insatisfeita com as restrições impostas pela tradição, decidiu adotar um look mais ousado que refletisse sua personalidade e sua trajetória de superação.
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Nas aulas de balé, Madeline Woo se destaca pelos visuais inusitados: tatuagens florais que percorrem o tronco, braços e pernas, delineados marcantes nos olhos e uma franja curta e reta que contrasta com a cabeleira típica das bailarinas. Ela imprimiu nas redes sociais, especialmente no Instagram, suas escolhas de figurinos e maquiagem, conquistando seguidores e chamando a atenção de colegas e críticos. Apesar de seu corpo seguir apto aos movimentos clássicos, o estilo quebrou preconceitos e mostrou que a arte do balé pode conviver com expressões individuais mais intensas.
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Madeline Woo relembra que, quando se mudou sozinha para uma escola interna de balé na Suécia, vivenciou uma rotina rígida e cheia de cobranças físicas e emocionais. “Nós éramos todos unidos pela mesma dureza da escola”, conta ela. “Fomos constantemente pressionados a perder peso.” O ambiente de trauma coletivo e as críticas incessantes à aparência alimentaram o desejo de romper com o uniforme padronizado e as convenções que, muitas vezes, cerceiam a liberdade criativa das bailarinas.
Em vez de se submeter a moldes pré-estabelecidos, Madeline Woo decidiu criar sua própria marca de roupas de balé: a Maddwoo Studios. “Eu nunca me senti bem naquele uniforme básico de rosa com as meias-calças tradicionais; era o pesadelo da minha existência”, explica ela. Ao escolher peças mais sóbrias, escuras e com recortes diferenciados, sentiu a autoconfiança crescer. “Esse estilo alternativo no estúdio elevou minha imagem pessoal, mesmo sem alterar meu corpo.”
Ao lado do namorado Ethan Watts, responsável pela parte operacional, Madeline Woo lançou a primeira coleção da Maddwoo Studios na ação de Ação de Graças. O retorno superou as expectativas. “O apoio foi avassalador; jamais imaginei que as pessoas se identifiariam tanto com minha história”, comemora. No entanto, nem tudo foi recepção calorosa: comentários críticos sobre suas tatuagens e traços “não convencionais” surgiram nas redes. A bailarina, porém, tira proveito das reações negativas. “É ótimo para o algoritmo”, brinca ela.
Madeline Woo acredita que seu exemplo pode inspirar mais diversidade estética no balé e reduzir os tabus sobre imagem corporal e estilo pessoal. O San Francisco Ballet, fundado em 1933, é uma das companhias mais antigas dos Estados Unidos e tem acompanhado sua evolução de perto. A jornada de Woo demonstra que, mesmo em uma arte milenar, há espaço para inovação, autenticidade e valorização de cada indivíduo, independentemente das regras tradicionais de vestuário ou aparência.

