
Trisal sorri na neve: Alana, Kevin e Megan vivem o amor poliamoroso com cumplicidade e respeito. (Foto: Instagram)
Alana Underwood, Kevin Jankay e Megan Smith formaram um trisal e enfrentaram desafios ao contarem sobre sua relação poliamorosa aos pais. Em 2020, depois de três anos de namoro, Underwood confessou a Jankay o desejo de explorar sua bissexualidade e abrir seu relacionamento para outra pessoa. Inicialmente pensando em uma experiência pontual, o casal criou um perfil conjunto em um aplicativo de encontros e acabou conhecendo Smith, transformando o que seria um encontro único em um compromisso a três.
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Com o passar dos meses, Underwood, Jankay e Smith perceberam que nutriam sentimentos profundos além do aspecto sexual e decidiram morar juntos em um apartamento compacto de 600 m². Eles compartilham um único quarto, acomodando-se em uma cama de casal e um colchão inflável que se revezam ao centro. Esse ajuste prático tornou-se símbolo de confiança mútua e diálogo constante sobre espaços individuais e coletivos.
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Para eles, o conceito de “paridade” entre os relacionamentos exigiu redefinições: cada vínculo possui características únicas. Smith afirma que a forma de amar de cada dupla — Smith-Underwood, Smith-Jankay e Underwood-Jankay — varia, sem hierarquia. “Não é mais ou menos; é outro tipo de amor e de conexão.” Jankay usa o recurso de validação tripla para equilibrar decisões e resolver conflitos, compartilhando percepções em momentos de tensão.
Ao decidirem dar o próximo passo e revelar seu arranjo familiar, Smith contou aos pais hippies da costa oeste, que a receberam com naturalidade. Alana Underwood, por sua vez, aproveitou o momento para se declarar também bissexual. “Eles ficaram chocados, mas logo perguntaram se já tinham acampado juntos, tentando entender de forma prática”, relembra ela, surpreendida com a receptividade inesperada.
Por outro lado, o desfecho foi mais complexo para Kevin Jankay. Após ouvir dos pais que não aceitavam a configuração a três, ele cortou contato com a mãe por dois anos. Hoje, ambos buscam retomar o diálogo aos poucos, sem ressentimentos, respeitando o momento de cada um. Jankay diz acreditar que o amor e o tempo podem reconstruir essa ponte emocional.
Entre amigos, a aceitação foi unânime. Os círculos sociais de Underwood e Jankay acolheram Smith com naturalidade, ampliando o que chamam de família escolhida. Esse apoio reforça a noção de que, embora o poliamor ou o bissexualismo ainda sejam tabu em muitos ambientes, o diálogo aberto e o respeito mútuo podem transformar preconceitos em aprendizado.
Em termos históricos e técnicos, relacionamentos poliamorosos — e em particular os trios amorosos conhecidos como “trisais” ou “throuples” — desafiam o modelo monogâmico tradicional ao permitir múltiplos vínculos afetivos simultâneos, com base na ética do consentimento e na comunicação constante. A bissexualidade, por sua vez, ultrapassa a dicotomia atração heterossexual/homossexual, reconhecendo afetos e desejos em mais de um gênero.
A trajetória de Alana Underwood, Kevin Jankay e Megan Smith mostra que, mesmo em configurações não convencionais, é possível criar laços sólidos e amorosos. A convivência harmoniosa, o respeito às individualidades e o suporte de amigos e familiares são pilares que fortalecem qualquer tipo de relação, seja ela a dois ou a três.

