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Esposa de Hamaad Raza mandou última mensagem antes do acidente aéreo em Washington; um ano depois, ele ainda usa presente dela (Exclusive)

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Hamaad Raza e Asra Hussain em foto de arquivo antes do acidente aéreo (Foto: Instagram)

No início do acidente aéreo que envolveu o voo comercial 5342 da American Airlines e um helicóptero Black Hawk perto de Washington D.C., Hamaad Raza ainda não sabia que perderia para sempre a própria esposa. Ele aguardava a aterrissagem dela no aeroporto Ronald Reagan quando viu luzes de emergência no céu e, minutos depois, confirmaram que todos a bordo haviam morrido. Pouco antes da queda fatal, sua mulher, Asra Hussain, enviou um torcedor bilhete carinhoso e casual, sem imaginar que seriam seus últimos minutos de vida.
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Exatamente um ano depois, o publicitário de 26 anos desabafa com exclusividade ao PEOPLE: “Tenho tentado juntar os pedaços da minha vida, mas seguir em frente tem sido muito difícil.” Desde então, ele trocou a capital pela casa da família em St. Louis, vive cercado de lembranças e transformou a dor em causa: entrou para grupos que cobram melhorias na segurança de tráfego aéreo e militares, para evitar que tragédias semelhantes voltem a acontecer.
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Hamaad Raza recorda que, na véspera do desastre, Asra havia trabalhado em Wichita, no Kansas, e voava sozinha para reencontrá-lo. “Ela detestava voar, mandava mensagem a cada segundo para saber quanto faltava até chegar”, relembra. Quando ele se aproximou da porta de desembarque sentiu apenas as sirenes e, logo depois, soube que o avião e o helicóptero militar tinham se chocado durante a aproximação. A cena do pouso, com o trem de aterrissagem acionado, parecia indicar um pouso normal, mas virou pesadelo.

A última mensagem de Asra foi simples, mas cheia de afeto: “Jaani” – em urdu, “meu amor” ou “minha vida” –, enviada cerca de 20 minutos antes da tragédia. Ele guardou cada palavra como um tesouro. Após o funeral, decidiu voltar temporariamente para a casa dos pais, onde tudo lembra a presença de sua mulher: do anel de formatura que ganhou na lua-de-mel aos bilhetes de aniversário amarrados em porta-retratos.

O jovem ainda calça os tênis Nike que ela presenteou, mesmo já gastos. “Ela me deu esses sapatos e eu me recuso a substituí-los. Cada passo que dou me lembra o amor dela”, confessa. Também tem guardado as flores que se transformaram em acrílico, assiste em looping aos vídeos em que ela sorri e ouve a música indiana “Ishq Hai”, que ela enviou pouco antes do voo direto ao coração.

Em memória a Asra Hussain e em homenagem ao avô que morreu em outro acidente aéreo em 1980, Raza planeja voltar a Washington D.C. no dia do aniversário do desastre. “Vai ser duro pisar ali de novo, mas acredito que enfrentar o medo também é uma forma de manter viva a lembrança dela”, afirma. Enquanto isso, segue dedicado às causas de segurança nos céus e ao apoio às famílias enlutadas, carregando no peito a última mensagem que jamais se apagará.

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