
Observador registra aurora boreal em noite limpa (Foto: Instagram)
NOAA prevê que condições de tempestade geomagnética de nível G1 (menor) podem ocorrer, oferecendo uma nova chance de observar a aurora boreal em latitudes elevadas. A agência monitora um fluxo de vento solar acelerado, suficiente para gerar perturbações na magnetosfera terrestre e iluminar o céu noturno com faixas coloridas. Se o céu estiver limpo e você estiver longe da poluição luminosa, esta poderá ser a oportunidade perfeita para voltar a admirar o fenômeno.
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Nesta quarta-feira, 28 de janeiro, a Terra entra em contato com uma corrente de partículas carregadas originárias de uma região fria e mais escura do Sol, conhecida como buraco coronal. Esses locais permitem que o vento solar — um fluxo contínuo de elétrons e prótons — atinja velocidades mais altas, e, ao colidir com gases na atmosfera terrestre, desencadeie as cores típicas da aurora boreal.
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A formação da aurora boreal acontece quando partículas do Sol passam pela magnetosfera e interagem com átomos de oxigênio e nitrogênio na alta atmosfera, liberando luzes que variam do verde ao vermelho e roxo. De acordo com estudos divulgados pela NASA, a intensidade do brilho depende da energia das partículas solares e da densidade dos gases na região de colisão. O site Space.com explica que as nuvens de vento solar podem viajar a centenas de quilômetros por segundo, mas apenas as correntes originadas em buracos coronais geram eventos geomagnéticos capazes de produzir auroras visíveis em solo.
Os meteorologistas do U.K. Met Office também acompanham o índice KP — um indicador padronizado internacionalmente — que mede o grau de distúrbio no campo magnético. Valores acima de 4 já podem indicar auroras intermediárias, mas o G1 (KP 5) é suficiente para que moradores de regiões do norte dos Estados Unidos, como Montana, Dakota do Norte, Minnesota e Wisconsin, tenham chance de observação. No Brasil, infelizmente, o fenômeno não é visível, mas a transmissão ao vivo de câmeras instaladas em países nórdicos pode aproximar você desse espetáculo.
Para garantir a melhor experiência, escolha um local escuro e aguarde pelo menos 30 minutos para seus olhos se adaptarem à falta de luz. Segundo dicas do NOAA, o período ideal fica em torno de uma hora antes até uma hora depois da meia-noite local. Evite iluminação artificial direta e mantenha a vista voltada para o horizonte norte, pois o brilho geralmente surge nessa direção. A nebulosidade pode comprometer completamente a visualização, por isso consulte um serviço de previsão de nuvens antes de sair de casa.
Quem deseja registrar a aurora em fotografia deve usar tripé e lentes com aberturas amplas para longas exposições. Se preferir o smartphone, ative o modo Noturno ou o modo Profissional, ajustando o tempo de exposição para cerca de 10 a 15 segundos. Uma sensibilidade ISO moderada (800 a 1600) ajuda a equilibrar o brilho natural sem gerar muito ruído na imagem. Boa sorte na caçada às luzes do norte!

