
Milhares de lion’s mane encalham na costa de Melbourne em fenômeno apelidado de “jellygeddon” (Foto: Instagram)
Milhares de água-vivas do tipo lion’s mane foram levadas pelas correntes e vento para águas rasas na costa de Melbourne, levando Neil Blake, o Port Phillip Baykeeper, e o especialista marinho Dr. Jonathan Lawley a aconselhar banhistas a evitarem o mar. O fenômeno tem sido apelidado de “jellygeddon” pela extensão da ocorrência, que começou no oeste, em Altona, e seguiu até Blairgowrie, na Península Mornington.
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Conforme reportagem de 27 de janeiro do The Guardian, Neil Blake explicou que um surto semelhante não era visto desde 2022. Ele destacou que, antes deste evento, houve uma proliferação de águas-vivas bluebottle em praias vitorianas em dezembro, e que o número de água-vivas mudou de acordo com as condições meteorológicas.
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Blake lembrou que a presença das água-vivas “fluiu com o vento e as ondas”, diminuindo visivelmente nos últimos dias. Em um dos trechos mais críticos, a chegada de um “tremendo enxame” de água-vivas chegou a obrigar o fechamento de uma praia de Melbourne para garantir a segurança dos banhistas.
As espécimes que têm encalhado nas faixas de areia medem, em média, o tamanho de um pêssego, mas ostentam tentáculos finos e compridos que podem se estender por mais de um metro e provocar queimaduras dolorosas. O Bayside City Council, responsável pelas praias de Brighton a Beaumaris, divulgou nas redes sociais que tal fenômeno é “parte natural e relativamente comum do verão australiano”, mas alertou sobre o risco de caminhar descalço ou deixar animais de estimação circularem entre as águas-vivas.
Life Saving Victoria, organização que previne afogamentos e acidentes aquáticos, reforçou as recomendações: “Se você avistar água-viva nas águas rasas, não entre no mar. Procure praias patrulhadas e nade sempre entre as bandeiras vermelha e amarela.” O aviso também inclui a orientação de não tocar água-vivas na areia, já que mesmo mortas continuam a picar por reflexo de defesa.
Em caso de picada, segundo o porta-voz de Life Saving Victoria, é fundamental sair da água imediatamente e buscar auxílio do salva-vidas. Deve-se enxaguar a área atingida com água-do-mar para remover tentáculos remanescentes e, em seguida, aplicar água quente na região afetada para aliviar a dor.
O Dr. Jonathan Lawley ressaltou que as água-vivas-lion’s mane “não são boas nadadoras” e simplesmente derivam conforme as correntes e ventos. “Só as notamos em grandes números quando a maré as empurra para a costa”, explicou ele. Sobre receios de um “jellygeddon” ligado às mudanças climáticas, o especialista disse que, embora algumas espécies possam se multiplicar em certas circunstâncias, outras estão em declínio, indicando que não há um aumento uniforme e incontrolável em todas as populações de água-vivas.

