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No documento judicial, consta que a medida protetiva impõe ao suposto agressor a obrigação de manter distância mínima da vítima e proíbe qualquer forma de contato, seja presencial, por telefone ou redes sociais. A decisão da Justiça foi fundamentada em elementos apresentados pela vítima – no caso, Lívia Andrade – e segue o que prevê a Lei 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, que estabelece mecanismos de proteção para mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
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As medidas protetivas de urgência são instrumentos jurídicos que podem incluir, além do afastamento do agressor do lar, a proibição de frequentar determinados lugares e a suspensão de posse ou restrição de porte de armas. No caso de Lívia Andrade, foram adotadas medidas para assegurar que o suposto autor das ameaças mantenha pelo menos 200 metros de distância dela, bem como a proibição de se aproximar de seus locais de trabalho e residência. Essas determinações visam oferecer um ambiente mais seguro até que o processo judicial seja concluído.
Após a concessão da liminar, a execução da medida protetiva deve ser acompanhada pela autoridade policial e pelo Ministério Público, a fim de verificar seu cumprimento e eventual necessidade de reforço das condições de proteção. O descumprimento das ordens judiciais pode configurar crime de desobediência ou violação de domicílio, com consequências previstas no Código Penal Brasileiro. A legislação estabelece prazos para a vigência inicial da medida, que podem ser renovados ou ampliados conforme a evolução do caso e as decisões do juízo responsável.
Em âmbito nacional, os registros de pedidos de medidas protetivas têm crescido nos últimos anos, refletindo maior acesso das vítimas aos órgãos de segurança e às defensorias públicas. Segundo dados de órgãos oficiais, milhares de mulheres recorrem à Justiça anualmente para garantir ações emergenciais contra agressores, reforçando a importância de políticas públicas de acolhimento, apoio psicológico e orientação jurídica. O caso de Lívia Andrade evidencia a atuação dos mecanismos legais e a relevância da Lei Maria da Penha na promoção da proteção a vítimas de violência doméstica.
Para além dos aspectos jurídicos, é fundamental que a sociedade reconheça sinais de comportamento agressivo e ofereça suporte a quem enfrenta situações de risco. Instituições de atendimento especializado, como centros de referência e delegacias da mulher, estão preparadas para orientar e encaminhar vítimas a serviços de saúde, assistência social e rede de proteção. A história de Lívia Andrade serve de alerta para que outras pessoas compreendam a importância de denunciar e buscar auxílio sempre que se sentirem ameaçadas ou em perigo.











