
Donald Trump anuncia ataque militar dos EUA ao Irã (Foto: Instagram)
Na manhã deste sábado (28/2), os Estados Unidos iniciaram um ataque militar contra o Irã. Segundo Trump, a operação teve como finalidade resguardar a segurança e os interesses do povo americano. O movimento, realizado sem aviso prévio, atinge áreas consideradas estratégicas no território iraniano e reflete uma escalada de tensão entre as duas nações.
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Em pronunciamento oficial, Trump reforçou que “esta ação demonstra o comprometimento inabalável com a proteção dos cidadãos e das forças norte-americanas”, classificando-a como resposta a supostas ameaças vindas de solo iraniano. O presidente destacou ainda que todas as medidas empregadas visam reduzir riscos e impedir ataques futuros.
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Essa escalada não surge de forma isolada: desde a Revolução Islâmica de 1979, as relações entre Estados Unidos e Irã permanecem marcadas por desconfiança mútua e confrontos indiretos. A deposição do xá Reza Pahlavi, o embargo econômico imposto pelos norte-americanos em 1979 e a consequente crise no programa nuclear iraniano são episódios que contribuíram para solidificar a animosidade. Nos últimos anos, o rompimento do Acordo Nuclear de 2015, sob a administração anterior dos Estados Unidos, reacendeu uma série de sanções e retaliações que agravaram o clima de hostilidade.
Em termos legais, a autoridade para ordenar ataques emergenciais fora do território americano envolve debate no Congresso e no Judiciário dos Estados Unidos. A Constituição confere ao presidente o papel de comandante-chefe das Forças Armadas, mas o War Powers Resolution de 1973 estabelece limites temporais e obriga a consulta legislativa em operações prolongadas. Ainda assim, executivos anteriores também recorreram a ações diretas contra aliados ou rivais sem a aprovação prévia do Legislativo, apoiados pela interpretação de defesa preventiva.
As consequências regionais podem ser profundas. Ações militares desse porte tendem a influenciar o equilíbrio de poder no Oriente Médio, provocando reação de aliados do Irã em Líbano, Síria e Iraque. Além disso, há potencial de impacto nos mercados internacionais de energia, já que o Estreito de Ormuz é rota vital para o transporte de petróleo. A incerteza gerada por confrontos desse tipo reforça o receio de uma escalada ainda maior, enquanto governos de diferentes partes do mundo acompanham atentamente os próximos desdobramentos.


