
Soldados franceses posam ao lado de drone na base de Makhmour após bombardeio (Foto: Instagram)
Bombardeios foram registrados na cidade de Makhmour, no nordeste do Iraque, onde militares franceses mantêm presença em uma base militar comandada por curdos. O ataque, cuja autoria ainda não foi confirmada, despertou apreensão na região, marcada por tensões históricas e a operação conjunta entre a França e as forças curdas. Não há até o momento informações sobre vítimas ou danos significativos à infraestrutura da instalação.
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A cidade de Makhmour fica a aproximadamente 60 quilômetros ao sul de Erbil, capital da Região do Curdistão iraquiano, e abriga uma importante base de apoio logístico e de treinamento para a coalizão internacional contra o Estado Islâmico (EI). Desde 2017, militares franceses participam de missões de assessoria e instrução junto às unidades curdas locais, com o objetivo de fortalecer capacidades de defesa e vigilância em uma área estratégica que se estende até as montanhas de Sinjar.
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A base militar onde os bombardeios atingiram serve como ponto de coordenação para exercícios de guerra irregular e intercâmbio de inteligência entre militares franceses e combatentes curdos. Referida pelas autoridades locais como “Posto Principal de Makhmour”, a instalação abriga ainda equipamentos de monitoramento de drones e sistemas de comunicação que apoiam operações antiterroristas ao longo de toda a fronteira iraquiana com a Turquia.
A presença dos militares franceses nessa área reforça o compromisso de Paris com a coalizão global contra o EI, criada em 2014. O governo da França tem mantido destacamentos que oferecem treinamento especializado, especialmente em técnicas de desarme de explosivos improvisados, reconhecimento de campo e primeiros socorros em ambiente hostil. Por sua vez, as forças curdas contribuem com conhecimento detalhado do terreno e capacidade de mobilização rápida em assentamentos próximos.
Historicamente, Makhmour foi alvo de diversos atentados reivindicados pelo Estado Islâmico e por grupos alinhados à Al-Qaeda, o que explica o esforço conjunto para garantir a segurança da população civil e das estruturas militares. A região também abriga campos de deslocados internos, muitos oriundos de cidades atacadas pelo EI em anos anteriores, e que ainda dependem de escolta para deslocamentos fora das áreas controladas pelas milícias curdas.
Autoridades locais informaram que equipes de investigação foram enviadas ao local para coletar vestígios dos artefatos usados nos bombardeios e determinar o método empregado (míssil, drone ou projétil de artilharia). Dependendo dos resultados, a ação pode resultar em reforço de patrulhas e em possíveis retaliações contra grupos insurgentes na região. Por enquanto, Makhmour segue em alerta e sob vigilância reforçada das forças que ali operam.


