
Lula apela por paz e cooperação Sul-Sul em encontro da Celac (Foto: Instagram)
Em discurso durante a reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), o presidente Lula destacou os desafios dos conflitos em curso ao redor do mundo e ressaltou a necessidade de ações coletivas para preservar a paz. O presidente Lula criticou os embates militares que afetam diferentes continentes, afirmou que situações de guerra reduzem oportunidades de desenvolvimento e lembrou a urgência de soluções diplomáticas, citando inclusive posturas adotadas por Donald Trump em administrações anteriores.
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Em sua fala, Lula fez referência direta a declarações de Donald Trump, comparando estratégias de isolamento e retórica agressiva que, segundo ele, acabam por agravar crises humanitárias. O presidente Lula comentou que, diante desses exemplos, as nações de América Latina e Caribe não devem repetir erros de políticas externas baseadas em confrontos. Para Lula, o excesso de sanções e o uso de força podem aprofundar desigualdades sociais e provocar instabilidade regional.
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Ao defender o estreitamento de laços entre América Latina e África, Lula enfatizou que essas regiões compartilham laços históricos e culturais profundos que remontam ao período colonial e às diásporas africanas. Segundo o presidente Lula, investir em parcerias comerciais, intercâmbios acadêmicos e programas sociais mútuos pode representar um importante avanço na geração de empregos e no fortalecimento de redes de cooperação Sul-Sul.
Além disso, o presidente Lula propôs a criação de um conselho permanente de diálogo entre a Celac e a União Africana, com o objetivo de articular iniciativas conjuntas relacionadas a tecnologia, energias renováveis e agricultura sustentável. Para Lula, a transferência de conhecimento e a cooperação científica são pilares fundamentais para enfrentar desafios como as mudanças climáticas e as crises de segurança alimentar, que afetam fortemente populações em ambos os continentes.
A Celac, fundada em 2010 como fórum político de integração regional, reúne 33 países da América Latina e do Caribe e tem por finalidade buscar soluções plurais para problemas comuns. Durante o evento, o presidente Lula lembrou as origens do bloco e defendeu que a organização mantenha autonomia diante de grandes potências, garantindo que as vozes da região sejam ouvidas sem imposições externas.
Por fim, Lula conclamou os líderes presentes a adotarem uma agenda de desenvolvimento sustentável com base no respeito aos direitos humanos e nas necessidades das populações mais vulneráveis. O presidente Lula reafirmou a visão de um multilateralismo que valorize o diálogo e a cooperação entre diferentes nações, destacando que somente pela união é possível enfrentar crises globais de maneira efetiva e justa.


