A Justiça do Rio de Janeiro não conseguiu localizar a babá do menino Henry Borel, apontada como uma das principais testemunhas do caso, a poucos dias do júri popular de Jairo Sousa dos Santos Júnior, o Doutor Jairinho, e Monique Medeiros.
Thayná de Oliveira Ferreira foi convocada como testemunha de defesa e apresentou versões distintas ao longo do processo, o que aumenta a relevância de seu depoimento no julgamento.
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Em março, a babá afirmou à Polícia Civil que não havia percebido nada de anormal na relação do casal com a criança. No mês seguinte, mudou a versão e disse que Monique sabia das agressões e teria pedido que ela mentisse às autoridades, além de relatar episódios de violência em fevereiro de 2021.
Já durante a audiência de instrução, Thayná voltou atrás e afirmou que não tinha conhecimento das agressões, dizendo que se sentia manipulada. “No meu entendimento era a Monique que me fazia acreditar em muita coisa e por isso a minha cabeça estava transtornada e eu começava a imaginar um monstro, mas ali no quarto poderia não estar acontecendo nada e eu estava imaginando um monte de coisa”, declarou.
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Ela também disse que se sentiu usada. “Me senti usada em que sentido? No sentido de que ela vinha, contava, tentava me mostrar o monstro do Jairinho e eu ficava com todas as coisas ruins na minha cabeça. Era tudo suposição da minha cabeça. Eu nunca vi nenhum ato”, afirmou.
Procurado, o Tribunal de Justiça do Rio informou que não comenta sobre intimações de testemunhas no processo.
O pai de Henry, o vereador Leniel Borel, manifestou preocupação com a situação. “Esse episódio não pode ser tratado como algo normal ou casual. Há fatos públicos e já amplamente conhecidos que impõem máxima atenção das autoridades”, disse.
Fontes ligadas à acusação e à defesa confirmaram ao g1 a dificuldade em localizar a testemunha a poucos dias do julgamento.


