
Turistas observam a Esfinge de Gizé enquanto cresce a expectativa por possível segunda estátua soterrada (Foto: Instagram)
A área das Pirâmides de Gizé, no Egito, continua a ser um dos principais pontos de discussão e investigação arqueológica global. Recentemente, um grupo de cientistas italianos apresentou uma teoria que desafia a configuração conhecida do planalto. Eles alegam ter encontrado indícios de que uma segunda Esfinge pode estar soterrada sob as areias, próxima à Grande Pirâmide.
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O engenheiro de radar Filippo Biondi detalhou essas descobertas em uma participação no podcast Matt Beall Limitless. Ele afirmou que os dados coletados sugerem fortemente a presença dessa estrutura oculta. Biondi expressou confiança para anunciar isso e, embora o trabalho de confirmação ainda esteja em andamento, ele atribui um nível de confiança de cerca de 80 por cento à existência da segunda Esfinge.
A equipe de especialistas utilizou tecnologias de radar avançadas para realizar varreduras subterrâneas. O procedimento consistiu em enviar sinais de radar para o subsolo das pirâmides e converter os retornos captados em ondas sonoras. Esse método permitiu a criação de uma imagem visual das estruturas que poderiam estar escondidas sob a superfície.
Biondi explicou que os sinais que indicam a presença de uma segunda estátua monumental estão baseados em correlações simétricas. Ele identificou um monte próximo onde uma estrutura tão grande quanto a Esfinge conhecida estaria enterrada. Para ele, a simetria no terreno sugere que o plano original do complexo de Gizé poderia incluir um par de guardiões.
Outro elemento que apoia essa teoria é a Estela do Sonho, uma placa de granito esculpida localizada entre as patas da Grande Esfinge. Nela, há representações de duas Esfinges, o que reforça a ideia de que o local sempre foi planejado para ter duas dessas figuras monumentais.
O grupo realizou varreduras na primeira Esfinge, em todas as pirâmides e na junção entre a Esfinge e a pirâmide de Quéfren. O objetivo era criar um mapa detalhado do que existe no subsolo. Segundo Biondi, o que foi encontrado vai além de uma simples estátua, incluindo poços verticais e passagens horizontais.
A equipe italiana, composta por Filippo Biondi, Corrado Malanga e Armando Mei, acredita que há algo muito maior sob o solo. Biondi relatou que embaixo do Planalto de Gizé há algo enorme que eles estão medindo, descrevendo o achado como uma megaestrutura subterrânea. Além disso, mencionaram a possível existência de uma vasta cidade subterrânea sob a pirâmide de Quéfren.
Apesar do entusiasmo dos pesquisadores italianos, a comunidade científica internacional recebeu as informações com ceticismo. No ano passado, quando os primeiros relatos sobre uma cidade subterrânea secreta surgiram, a física teórica Sabine Hossenfelder criticou duramente os métodos utilizados, argumentando que os pesquisadores identificaram estruturas de forma aleatória em suas imagens de tomografia, ignorando outros dados.
O Dr. Zahi Hawass, ex-ministro de antiguidades do Egito, também rejeitou as afirmações. Ele declarou que os pesquisadores estão completamente errados e que a forma como coletaram os dados não foi aprovada nem validada cientificamente.
Segundo Hawass, em todas as pesquisas realizadas naquela localização específica, nunca foram encontrados nada além de pequenos vazios naturais na rocha. Ele reiterou que não há evidências sólidas que comprovem a existência de passagens ou megasestruturas artificiais ocultas.


