A holandesa Zoraya ter Beek, de 29 anos, recebeu autorização para eutanásia, após três anos e meio de análise pelas autoridades dos Países Baixos. A decisão ocorreu após avaliações médicas apontarem sofrimento considerado sem perspectiva de melhora, mesmo após diversos tratamentos.
Zoraya relatou que enfrentava problemas de saúde mental desde a infância, incluindo depressão crônica, ansiedade, autismo, trauma e um transtorno de personalidade não especificado. Ao longo dos anos, passou por diferentes abordagens terapêuticas, incluindo medicação, psicoterapia e mais de 30 sessões de eletroconvulsoterapia.
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Em entrevista ao jornal The Guardian, ela afirmou: “Na terapia, aprendi muito sobre mim mesma e sobre os mecanismos de enfrentamento, mas isso não resolveu os problemas principais. No início do tratamento, você começa esperançoso. Achei que iria melhorar. Mas, quanto mais o tratamento dura, a esperança começa a se perder”.
Após uma década de tentativas, ela declarou: “não sobrou nada” em que pudesse apostar. A decisão de solicitar a eutanásia veio após o fim das sessões de tratamento mais intensivo.
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Zoraya também explicou que considerou outras possibilidades antes de optar pelo caminho legal. “Eu sabia que não conseguiria lidar com a maneira como vivo agora”, disse ao veículo britânico, acrescentando que descartou a ideia de suicídio após vivenciar o impacto de uma morte violenta próxima.


