A condenada Suzane von Richthofen participa de um documentário da Netflix sobre o assassinato dos pais, Manfred von Richthofen e Marísia von Richthofen, ocorrido em 2002. Na produção, ainda sem data de lançamento, ela apresenta sua versão dos fatos mais de 20 anos após o crime.
Durante o relato, Suzane descreve a infância como marcada por cobranças e ausência de afeto: “Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10… Não tinha demonstração de amor”. Ao falar sobre o pai, afirmou: “Meu pai era zero afeto” e relatou episódios de violência: “Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível”.
Ela também disse que se sentia invisível dentro da própria casa. “Eu e meu irmão fomos ficando invisíveis dentro de casa”. Segundo Suzane, o relacionamento com Daniel Cravinhos teve impacto nesse contexto: “Esse espaço vazio foi ocupado pelo Daniel”.
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De acordo com o relato, os conflitos aumentaram com o tempo: “Ele me deu um tapão na cara tão forte que meu rosto virou pro lado”. Ela ainda mencionou um período em que os pais viajaram: “Foi um mês de liberdade total… sexo, drogas e rock ’n’ roll. Aquele mês mudou tudo”.
Sobre o crime, Suzane afirmou que a ideia foi sendo construída gradualmente. “A gente dizia que seria muito bom se eles não existissem… Eu aceitei. A culpa é minha. Claro que é minha”. Apesar disso, declarou: “Eu não construí a arma do crime”.
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Ao relembrar a noite do assassinato, disse: “Eu fiquei no sofá, com a mão no ouvido… Eu sabia”, acrescentando que se sentia “um robô, sem sentimento”. Ela também negou versões divulgadas anteriormente de que teria feito uma festa após o crime: “Não tinha a menor condição… a casa estava com cheiro de sangue”.
Atualmente em regime aberto após deixar a prisão em 2023, Suzane afirmou buscar distanciamento do passado. “Aquela Suzane ficou lá no passado… morreu junto com os meus pais”. Segundo ela, a maternidade tem novo significado: “Quando eu olho para o meu filho, eu tenho a certeza de que Deus me perdoou”.
Ainda assim, reconhece o impacto do caso em sua vida. “Você entra num lugar e parece que o ar para. Todo mundo olha”, declarou.


