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Tragédia em Cruzeiro: Turista de 80 Anos Morre Após Ser Deixada em Ilha na Austrália

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Mulher idosa com óculos sorrindo durante viagem – imagem ilustrativa da passageira em passeio pelo litoral australiano (Foto: Instagram)

Em outubro passado, uma luxuosa viagem pelas águas cristalinas da Austrália se transformou em um mistério que abalou o setor de turismo. Suzanne Rees, de 80 anos, estava entre os passageiros do navio Coral Adventurer, parte de um exclusivo pacote que explorava as maravilhas naturais da região. O roteiro incluía uma parada na Ilha Lizard, próxima à Grande Barreira de Corais, onde um grupo de turistas participaria de uma caminhada guiada.

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Suzanne era uma mulher ativa, habituada a trilhas, e fazia parte de um grupo de caminhada regularmente. Antes de embarcar na viagem de dois meses, ela passou por exames médicos que atestaram sua plena capacidade física para a aventura. O valor da passagem refletia a exclusividade do serviço, em torno de 265.000 reais.

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Na manhã do incidente, tudo parecia normal. Suzanne manteve contato com sua filha, Katherine Rees, enviando uma mensagem de texto que não indicava qualquer problema. O conteúdo da mensagem foi revelado recentemente em uma entrevista ao programa 60 Minutes, detalhando as últimas horas de vida da idosa.

“Ela me enviou uma mensagem naquela manhã com uma foto do convés, dizendo: ‘Cheguei na Ilha Lizard, vou fazer uma trilha e depois nadar à tarde'”, relatou Katherine. A família não tinha motivos para suspeitar de qualquer anormalidade, acreditando que seria uma experiência segura e memorável para Suzanne.

Durante a subida na Ilha Lizard, o cenário mudou drasticamente. Relatos indicam que Suzanne começou a passar mal durante a atividade física. Em vez de receber assistência imediata ou ser acompanhada por um guia de volta, ela teria sido instruída a descer a montanha sozinha, separando-se do restante do grupo.

A temperatura elevada naquele dia, segundo Katherine, deveria ter sido um fator crucial para a segurança de todos. “Minha mãe era capaz. Ela caminhava o tempo todo. E eu acho que o que deveria ter acontecido, se as condições eram inaceitáveis, era o cancelamento da caminhada logo de início”, afirmou a filha. “Alguém precisava tomar essa decisão e dizer, ‘está quente demais, não vamos fazer a caminhada'”.

Após ser vista pela última vez iniciando a descida solitária, Suzanne não retornou ao ponto de encontro. O desaparecimento só foi tratado com a seriedade necessária horas depois. A contagem de passageiros no navio aparentemente só ocorreu por volta das 18h daquele dia.

A polícia de Queensland confirmou que só foi notificada sobre o desaparecimento de uma passageira às 22h. A partir desse momento, a Autoridade de Segurança Marítima Australiana foi acionada. Um helicóptero de resgate foi enviado apenas às 0h45 de domingo. O corpo de Suzanne Rees foi encontrado no decorrer daquele dia na ilha.

A Coral Expeditions, responsável pela viagem, emitiu um comunicado reconhecendo falhas internas. “Embora a Coral Expeditions tivesse sistemas e procedimentos de segurança abrangentes em vigor, reconhecemos que alguns deles não foram implementados adequadamente neste dia trágico”, declarou a empresa. A companhia afirmou que a morte de Suzanne chocou sua equipe e que novos sistemas foram introduzidos para reforçar a proteção dos hóspedes.

A NRMA, proprietária da operadora, também se manifestou, reiterando que continua auxiliando as autoridades nas investigações. A empresa reforçou que, embora possuam protocolos de segurança, a execução falhou no dia 25 de outubro. Eles destacaram a importância de respeitar o processo investigativo que ainda está em curso para determinar exatamente o que ocorreu na subida da montanha.

Além da perda emocional, Katherine Rees relatou dificuldades significativas no tratamento recebido pela empresa após a tragédia. Ela descreveu a comunicação com a Coral Expeditions e a NRMA como insatisfatória. Um dos pontos centrais da frustração familiar envolve o reembolso dos valores pagos pela viagem que Suzanne não chegou a completar.

“[A Coral Expeditions] mencionou que reembolsaria a passagem de todos, mas não reembolsou a da Sue”, alegou a filha. Katherine afirmou que precisou solicitar formalmente a devolução do dinheiro referente ao trecho da viagem que sua mãe não realizou. “Fiquei bastante horrorizada por ter que pedir. É como tirar o curativo de uma ferida novamente”, disse ela durante a entrevista.

As investigações oficiais buscam agora esclarecer por que uma passageira idosa, após relatar mal-estar, foi deixada sem supervisão em um ambiente de trilha sob calor intenso. O caso permanece sob análise das autoridades australianas para definir responsabilidades sobre a morte da turista na Ilha Lizard.

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